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Le Postillon de Lonjumeau (Adam, 1836)

Le Postillon de Lonjumeau de Adam foi criado na Opéra-Comique em 1836, reposto muitas vezes nesse século, exportado com sucesso e depois... desapareceu dos teatros. Em boa hora a Opéra-Comique repôs a obra em março passado, com Michael Spyres (Chapelou), Florie Valiquette (Madeleine) e Franck Leguérinel (marquis de Corcy) nos principais papéis. Chapelou casa-se com Madeleine mas no próprio dia de casamento é aliciado a ir para Paris fazer carreira (e muito dinheiro) como cantor de ópera. Abandonada, a mulher vai vingar-se fazendo-o apaixonar-se e casar-se novamente com ela (que lhe aparece como sendo uma outra pessoa). Cometem um crime segundo a lei da época (século 18). Mas tudo acaba bem como era expectável nas opéras comiques. A produção a que assisti, com direção musical de Sébastien Rouland e mise en scène de Michel Fau, é excelente. Percebe-se por que a obra não é frequentemente encenada nos teatros, não se percebe por que quase desapareceu deles. Paris 04.2019 Opéra-Comique 3,5/5

THEODORA (1749)

A OBRA (Handel, 1749)

GÉNERO Oratório em três actos HWV 68

COMPOSITOR G. F. Handel

LIBRETO Thomas Morelli


O ESPETÁCULO (TCE, 2025)

Lea Desandre, Theodora


DIREÇÃO MUSICAL 

Thomas Dunford & Coro Ensemble Jupiter


INTÉRPRETES 

Lea Desandre: Theodora

Hugh Cutting: Didymus

Avery Amereau: Irene

Laurence Kilsby: Septimius

Alex Rosen: Valens


O ESPETÁCULO (TCE, 2022)

THEODORA (Handel, 1750)
Com Michael Spyres e Joyce DiDonato
Théâtre des Champs-Elysées, mai 2022

LA NONNE SANGLANTE (1854)

Esta é uma daquelas óperas caídas no esquecimento depois da criação, há mais de 150 anos. Esquecimento muito injusto. Vi um espetáculo de quase três horas sem falhas maiores e sem momentos dispensáveis ou desinteressantes. Acontece por vezes aos melhores, como Wagner. La Nonne Sanglante é a segunda ópera de Gounod e foi um fracasso na estreia. A ópera deve tudo ao romantismo da época. Adapta uma história de Lewis Monk, pioneiro da literatura gótica, e inspira-se numa adaptação teatral francesa desse romance. Conta a história de um fantasma, o espírito de uma mulher morta pelo amante e que não deixa os vivos em paz enquanto não for vingada. Vai assim separar dois amantes e utilizar o noivo para vingar o crime passado. A grande estrela deste grande espetáculo é Michael Spyres no protagonista masculino, um papel difícil que ele serve de forma superior. Na verdade, gostei de tudo, sendo o equilíbrio o grande trunfo desta produção da Opéra-Comique. Até a encenação, tantas vezes a má da fita, deixa boa memória. A Opéra-Comique continua a assegurar um serviço público digno de nota. Paris 06.2018 OC 5/5

Direção musical: Laurence Equilbey & Insula Orchestra, Choeur Accentus. Mise en scène: David Bobée. 
Cantores: Michael Spyres, Vannina Santoni, Marion Lebègue, André Heyboer, Jodie Devos, Jean Teitgen, Luc Bertin-Hugault, Enguerrand De Hys, Olivia Doray

LA CLEMENZA DI TITO (1791)

Por uma vez não impliquei com uma encenação de ópera. Willy Decker utiliza um grande volume de mármore que ocupa o centro do palco, mudando apenas de posição entre as cenas, talvez para representar a solidez, a fidelidade, assim como a flexibilidade de Titus, que perdoa quem lhe armara um complot num acesso de ciúme (Vittelia e Sesto). Maravilhoso. Paris 11.2017 Palais Garnier 4/5
Protagonistas:
Willy Decker (mise en scène)
Dan Ettinger (dirige a ONP) 
Michael Spyres (Tito)
Aleksandra Kurzak (Vitellia), 
Marianne Crebassa  (Sesto)
Valentina Nafornita (Servilia), 
Angela Brower (Annio)
Marko Mimica (Publio) 
Palais Garnier 
25/11/2017

 O ESPETÁCULO (TCE, 2017)

Ah, o início do segundo ato de La Clemenza de Tito, de Mozart! Que doçura, que graça espiritual que me lembrou as Paixões de Bach. Poucas vezes vi uma sala de ópera tão inflamada como esta noite. La Clemenza foi apresentada em versão de concerto, com toda a gente no palco, à vista de todos: orquestra, maestro, coro e solistas. Eu não conhecia esta opera seria de Mozart, que tem um libreto de que nada percebi (nem me interessou perceber) porque a força e a beleza da música de Mozart exprimem por si só todas as nuances da sensibilidade humana.
Eis os protagonistas da noite (as três solistas femininas foram particularmente ovacionadas, assim como Currentzis):
Teodor Currentzis & MusicAeterna
Maximilian Schmitt (Tito)
Karina Gauvin (Vitellia)
Stéphanie D’Oustrac (Sesto) 
Anna Lucia Richter (Servilia)
Jeanine De Bique (Annio)
Willard White (Publio)
Théâtre des Champs-Elysées
15 de setembro de 2017

BIBLIOTECA (2)

LA CLEMENZA DI TITO (1999)
Programa de espetáculo 
ONP 1999
BIBLIOTECA P

LA CLEMENZA DI TITO (2013)
Programa de espetáculo 
ONP, novembro de 2013
BIBLIOTECA F

FIDELIO (Beethoven, 1805)

A rentré da Opéra Comique deu-se com esta boa produção de Fidelio, a única ópera de Beethoven. Grande destaque é Michael Spyres, bem conhecido do público desta casa. Paris 2021 Ópera Comique 3,5/5

Raphaël Pichon, direção musical, Cyril Testé, encenação, com Siobhan Stagg e Michael Spyres, Chœur et orchestre Pygmalion, Opéra-Comique 11.2021

O ESPETÁCULO (TCE, 2020)

Nina Stemme
Fidelio é a única ópera de Beethoven e quando começamos a ouvi-la reconhecemos logo a marca da música sinfónica do compositor. Na verdade, é uma ópera que me interessa mais pela sua qualidade instrumental do que pelo canto. Precisamente o contrário aconteceu com La Dame Blanche, de Boildieu, que vi no dia seguinte, que me interessou sobretudo pelo (bel) canto, enquanto a componente instrumental é desinteressante. Com Beethoven, não há tempos amenos, tudo é superior. Paris 02.2020 Théâtre des Champs-Élysées 4/5
Thomas Dausgaard & Swedish Chamber Orchestra/Swedish Radio Choir, com Nina Stemme (Leonore), Johan Schinkler (Rocco), John Lundgren (Pizarro), Malin Christensson (Marzelline), Michael Weinius (Florestan), Daniel Johannsen (Jaquino) e Karl-Magnus Fredriksson (Don Fernando).


O ESPETÁCULO (TCE, 2018)

 
FIDELIO (TCE, 2018)
Finalmente descubro a única ópera de Beethoven: Fidelio! Em versão de concerto no Théâtre des Champs-Élysées. Uma história do romantismo de escola: uma mulher apaixonada disfarça-se de homem para poder ver o marido que está preso e prestes a ser morto pelo seu inimigo e responsável da sua prisão. Grandes vozes (sobretudo Michael Spyres) asseguraram uma excelente representação. Paris 11.2018 (TCE) 4/5
Giovanni Antonini dirige Kammerorchester & Basler Madrigalisten
Com 
Adrianne Pieczonka (Leonore)
Albert Dohmen (Rocco) 
Sebastian Holecek (Pizarro)
Regula Mühlemann (Marzelline)
Michael Spyres (Florestan)
Patrick Grahl (Jaquino) 
Matthias Winckhler (Don Fernando)

DISCOTECA (2)
Maazel/1964* 
Harnoncourt/ext    

BIBLIOTECA (1)
FIDELIO
L' Avant-Scène nº 164 mars-avril 1995
DISCOTECA

NT


Recitais Líricos 2022

Julie Fuchs canta Mozart

TCE, 11.2022


Michael Spyres (TCE, 2022)
Foi um recital extraordinário, um dos melhores a que assisti. Poucas vezes vi a plateia do TCE aplaudir de pé um artista. Árias para barítono e tenor sucederam-se, intervaladas por momentos instrumentais. Spyres cantou em italiano, em francês e em alemão (Lehar). Foi acompanhado pela orquestra Opera Fuoco, dirigida por David Sterne. Paris 2022 TCE 5/5

MICHAEL SPYRES

DISCOTECA P

Michael Spyres (TCE, 2022)
Foi um recital extraordinário, um dos melhores a que assisti. Poucas vezes vi a plateia do TCE aplaudir de pé um artista. Árias para barítono e tenor sucederam-se, intervaladas por momentos instrumentais. Spyres cantou em italiano, em francês e em alemão (Lehar). Foi acompanhado pela orquestra Opera Fuoco, dirigida por David Sterne. Paris 2022 TCE 5/5