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La Traviata (Bastille, 2026)

Mise en scène: Simon Stone Décors: Bob Cousins Vidéo: Zakk Hein
Cantores no dia 13/06: Pretty Yende (Violetta Valery), Thomas Atkins (Alfredo Germont),  Ludovic Tézier (Giorgio Germont), Seray Pinar (Flora Bervoix), Cassandre Berthon (Annina) 
Outros cantores: Aida Garifullina (Violetta Valery), Xabier Anduaga (Alfredo Germont), René Barbera (Alfredo Germont), Roman Burdenko (Giorgio Germont)
Paris, 13.06.2026 Opéra Bastille

LUCIA DI LAMMERMOOR (1835)

O ESPETÁCULO (London Coliseum, 2018)
 
Lucia di Lammermoor em inglês! Esta foi a grande novidade da produção de David Alden (2008), agora reposta no London Coliseum. A mudança de língua não tira beleza à obra-prima de Donizetti. Afinal a ópera tem uma fonte literária britânica: o romântico Walter Scott. Londres 11.2018 ENO 3,5/5
Stuart Stratford (direção musical), com Sarah Tynan (Lucia, Enrico (Lester Lynch), Eleazar Rodríguez (Edgardo), Clive Bayley (Raimondo), Michael Colvin (Arturo), Elgan Llyr Thomas (Normanno), Sarah Pring (Alisa).

Jessica Pratt (Lucia) foi a estrela da noite e, para variar, a cena da loucura, umas mais emocionantes da história da ópera, pôs fora de si o público do TCE. Por tanto assistir a Lucia di Lammermoor, ficou sendo uma das minhas obras preferidas. Com a ópera é assim, quanto mais se assiste mais se ama.
Roberto Abbado & Orchestre National d’Ile-de-France
Paolo Fanale (Edgardo)
Luca Salsi (Enrico) 
Riccardo  Zanellato  (Raimondo)
Paris: Théâtre des Champs-Elysées 
12 de setembro de 2017

Lucia é uma das melhores obras para se descobrir (e amar) a ópera. Obra perfeita do princípio ao fim, com muitas árias memoráveis e uma cena célebre e de grande exigência: a cena de loucura de Lucia. No início estranhei a produção de Andrei Serban, demasiado viril para um drama no feminino. Camaratas militares e salas de ginástica, cordas e construções metálicas ocupam o palco o tempo inteiro. Mas a loucura e a tragédia de Lucia tem origem na repressão masculina da sociedade, o que permite entender as opções de Serban. Quanto aos cantores, todos muito bons, destaca-se o papel de Lucia. Nunca tinha vista uma cantora ser tão aplaudida como Pretty Yende na Opéra de Bastille. A star is born? Muito bom. Paris 11.2016: 4/5


L'ELISIR D'AMORE (1832)

A OBRA (Donizetti, 1832)

O ESPETÁCULO (Bastille, 2021)
Elisir d’amore 
Opéra Bastille 2021

Uma ópera de Donizetti na Póvoa! Quem diria? Em versão de concerto, mas interessante do princípio ao fim. Devia recorrer-se mais, muito mais, às versões de concerto em Portugal porque o conhecimento desta arte entre nós é escandalosamente reduzido. Estou habituado a ver também peças de teatro com um mínimo de adereços mas isso nada afecta a fruição da obra. A soprano Raquel Camarinha é o centro desta produção e ainda há poucos anos protagonizou neste mesmo teatro a Voix Humaine, de Poulenc. Que continue a vir cá é o que eu desejo... PV 08.2021 Garrett 4/5

Os amores difíceis de Nemorino e Adina, que um elixir mágico (mas falso) vai unir. O momento alto, de longe o mais aplaudido, foi Una furtiva lagrima, cantado por Vittorio Grigolo. Paris 11.2018 Opéra Bastille 4/5
L'Elisir d'Amore, de Gaetano Donizetti, libreto de Felice Romani Opéra National de Paris, mise en scène de Laurent Pelly, com Vittorio Grigolo (Nemorino), Lisette Oropesa (Adina), Gabriele Viviani (Docteur Dulcamara), Bastille 25/11/18

L'Elisir d'amore (Gaetano Donizetti)
Cantores: Liparit Avetisyan (Nemorino) & Pretty Yende (Adina)
Encenação: Laurent Pelly
Direção: Bertrand de Billy
Royal Opera House, 05.2017


PRETTY YENDE

Pretty Yende teve o público de Paris a seus pés. Cantou poucas árias, longas e difíceis, de Donizetti, Bellini, Massenet, Gounod e Meyerbeer e confirmou a sua estrela em ascensão. Brilhante! Paris 2017 4,5/5

Quentin Hindley & Orchestre national de Picardie Théâtre des Champs-Elysées, 28/6/2017  

Programa: 
Rossini: En proie à la détresse, ária (Adèle, Comte Ory, 1828) & Una voce poco fa (Rosina, Le Barbier de Séville, 1816)  
Bellini: Respiro io qui…, ária (Beatrice di Tende, 1833) 
Donizetti: O luce di quest’anima, ária (Linda di Chamounix, 1842), Il dolce suono... Spargi d’amaro pianto, ária (Lucia di Lammermoor, 1835) 
Massenet : Je marche sur tous les chemins... Obéissons quand leur voix appelle, ária (Manon, 1884)  
Meyerbeer: Ombre légère qui suis mes pas (Le Pardon de Ploërmel, 1859)

A JOURNEY (2016)
CD Sony Classical 2016
DISCOTECA 2 exemplares