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CONCERTOS 2015

Gabriela Montero na Póvoa de Varzim
Ontem a pianista venezualana Gabriela Montero esteve no Festival da Póvoa de Varzim. O concerto teve duas partes distintas: a primeira com duas obras conhecidas de Schubert (Improvisos, 1827) e Schumann (Carnaval, 1834-1835) que soaram divinamente, a segunda com improvisações a partir de temas sugeridos pelo público. Nas primeiras filas da sala havia até uma torcida venezualana. A pianista bem tentou que lhe fossem propostos temas nacionais ou locais mas tudo o que se arranjou foram temas americanos: Libertango (Ástor Piazzolla, 1974), As time goes by (Herman Hupfeld, 1931) e Summertime (George Gershwin e DuBose Heyward, 1935). A quarta improvisação, proposta pela pianista, pretendeu exprimir a situação intolerável que a Venezuela vive hoje. Não fiquei convencido da pertinência das improvisações, apesar de permitirem uma comunicação direta e franca com a plateia e nos lembrarem que aquelas eram uma prática corrente dos salões românticos. PV 07.2015

Ensemble Céladon cantou os trovadores em Nuits Occitaines
Música antiga com o Ensemble Céladon
PV 07.2015

Amandine Beyer toca Corelli e Handel
Amandine Beyer dirigiu o agrupamento instrumental Gli Incogniti em várias peças de Corelli e Handel num concerto que encerrou o Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim. Foram tocados corcerti da chiesa e concerti da camara retirados do opus 6 de Corelli. Estes concertos foram alternados com árias de oratórios de Handel: "Tu fedel? Tu constante?", "Crudel tiranno amor" e "Tu del Ciel ministro elleto" foram cantados pela soprano Raquel Andueza. PV 08.2015   FIMPV 4/5

Inglaterra em concerto (TCE, 2015)
Fantasy on a Theme by Thomas Tallis (1910), de Vaughan Williams, e Nocturne (1958), de Britten, são duas grandes obras britânicas do século XX que eu apenas conhecia do disco. Ontem, no Théâtre des Champs-Elysées, tive a oportunidade de ouvir estas peças maravilhosas pela Orchestre de Chambre de Paris, dirigida por Sir Roger Norrington. Quem deu voz ao Nocturne, ciclo baseado em poemas ingleses, foi Ian Bostridge (foto). O concerto foi dedicado a Inglaterra e recebeu o título de Vu de Londres... Na segunda parte, uma suite de Purcell e uma das sinfonias londrinas de Haydn. Uma noite memorável (graças a um convite de amigos). Paris 05.2015 TCE

Recitais Líricos 2015


Julia Migenes (Châtelet, 2015)

Fui ver uma ópera e saiu-me um recital de Weil.
Eu e B. conseguimos facilmente um bom lugar vinte minutos antes do começo da ópera Le Petit Prince. Com os bilhetes na mão, no café, vimos que neles estava escrito Julia Migenes. E foi o que tivemos como prato musical, uma Julia Migenes em ótima forma a percorrer o cancioneiro de Kurt Weill espalhado pelos musicais e pelas bandas de filmes de Hollywood. Infelizmente foi privilegiado o cancioneiro em alemão, com o seu canto teatral mais falado do que cantado, e tivemos direito apenas a dois grandes clássicos americanos: Speak Low e September Song. Gostaria que o recital tivesse sido sobre este cancioneiro americano, mais ao meu gosto. Paris 02.2015 Châtelet 3,5/5

Ontem o concerto do FIMPV foi dedicado à produção musical contemporânea para barítono e piano. André Baleiro e João Paulo Santos foram os intérpretes. O ciclo de canções Songs and Proverbs of William Blake op. 74 (1965) de Benjamin Britten foi a pièce de résistance deste concerto. Tivemos sobretudo a oportunidade de conhecer novos (e muito jovens) compositores e obras, que aliás participavam na final do 8º Concurso Internacional de Composição da Póvoa de Varzim, a decorrer neste concerto. Apesar de ser um apaixonado pelo lied e pela mélodie, não fui tocado por estas novas propostas. Em relação a Britten conheço melhores composições para voz e piano (ou orquestra) compostas por ele. PV 07.2015 

J.S. BACH Johannes-Passion (1724)

Paixão Segundo São João (Bach, 1724)
Foi com um dos mais belos concertos que eu vi na vida que se iniciou a 37ª edição do Festival Internacional de Musica da Póvoa de Varzim (2015). Na Igreja Matriz, a Paixão Segundo São João (1724) de Johann Sebastian Bach foi divinamente interpretada por seis solistas, Coro e Orquestra Gulbenkian, dirigidos por Michel Corboz. Bach não escreveu óperas mas as suas Paixões têm uma dimensão dramática intensa que se exprime nos recitativos, árias, ariosos e corais. Devo estes momentos tão especiais a C. Póvoa de Varzim 2015 Igreja Matriz 5/5

J.S. Bach Johannes-Passion
Nikolaus Harnoncourt & Concentus Musicus Wien (Teldec 1971)
CD Das Alte Werk 2008
DISCOTECA

Passion selon Saint Jean (J. S. Bach)
Com Mary Bevan, soprano Paula Murrihy, mezzo-soprano Laurence Kilsby, ténor Raoul Steffani, basse Mark Padmore, direction et ténor (L’Evangéliste), Orchestra of the Age of Enlightenment Choir of the Enlightenment. Paris 04.2022 TCE