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La Zarzuela baroque (Pierre-René Serna, 2020)

Um livro raro, talvez único, sobre a zarzuela nos séculos XVII e XVIII. Quase tudo se perdeu em incêndios culturalmente trágicos. Dos muitos compositores de zarzuela barroca chegaram-nos poucas obras que, no entanto, permitem adivinhar a grande pujança do género. Ignorava que a zarzuela fosse tão antiga, sendo contemporânea da nascente ópera italiana. Na verdade, havia em Espanha em Seiscentos obras líricas totalmente cantadas e zarzuelas, cantadas e faladas. Era um rico panorama lírico como nenhum outro. Com o tempo, a zarzuela viria a impor-se como o género lírico espanhol por excelência. Melun 05.2021 4/5

Tango du noir au blanc (2001)

Tango du noir au blanc (2001)
Michel Plisson

Uma boa síntese sobre o Tango, nascido na zona do Mar del Plata, que banha Buenos Aires e Montevideu, duas cidades onde a dança e a música conhecidas como tango se desenvolveram. As origens do tango são especialmente complexas mas no início do século XX já estava perfeitamente consagrado em Buenos Aires e Paris. Nos anos 20 atingia já uma época de ouro, que serviria de referência para as gerações seguintes. Como o jazz, o tango desenvolveu-se como um universo musical instrumental particularmente brilhante, mas a dada altura passou a haver um tango cantado muito popular (Gardel) mas talvez menos conhecido. Além disso, o traço distintivo do tango é a dança, que mantém vivo o reportório clássico deste género musical. Paris teve desde cedo um papel importante na difusão e reconhecimento do tango, inclusive na própria Argentina. Aconteceu o mesmo com o maxixe brasileiro: uma certa elite parisiense adotou o género, tornou a dança mais elegante e simples (e branca) e exportou-a para o país de origem embrulhada em papel de luxo. Houve de início resistência mas logo toda a sociedade abraçou o novo tango e tornou-o a música nacional por excelência. Mas foi mesmo na Argentina que as grandes evoluções estéticas se deram. Paris 2021 4/5

Truth & Beauty: The Story of Pulp (2003)

Truth & Beauty (2003)
Truth & Beauty: The Story of Pulp
Mark Sturdy, 2003

Uma biografia de referência (a única?) do grupo Pulp e até certo ponto, do seu líder Jarvis Cocker. O livro privilegia quase exclusivamente a dimensão profissional dos biografados. A vida pessoal quase não é abordada. De alguns membros da banda apenas sabemos o nome. O livro é sobretudo dirigido aos fãs do grupo, pois entra em pormenores da produção dos discos, dos contratos cheios de ratoeiras com as editoras e com pormenores de composição, letras e de estilo fascinantes mas por vezes extenuante. Excelente. Caxinas 2021 4,5/5

RENAUD

Renaud/1977 col. Master Serie (1980)

Renaud chante Brassens (1995)

The meilleur of Renaud… 1975-1985 (1995)

 L'Absolutely Meilleur de Renaud (2000)

Boucan d'enfer (2002) 

Renaud, Paradis perdu
Ensaio de Erwan L'Éléouet
Fayard 2015
Leitura 2021 Melun 3/5

Renaud tem uma popularidade imensa entre os franceses que eu ignorava por completo. O seu carisma, o seu talento como melodista e (sobretudo) como letrista, a sua história de vida são as razões da fidelidade do público a este cantor. Percebi logo que nunca seria um dos meus preferidos da música francesa. As letras (excelentes) ocupam todo o espaço, e a parte instrumental (folk, rock, blues e derivados) é tudo aquilo que eu não aprecio. Renaud é um autor-cantor de texto, de intervenção, que desde sempre lutou pelos ideais de esquerda. Tem uma admiração enorme por Mitterrand, almoçava amiúde com o presidente e foi convidado a inaugurar o Zenith, grande sala de espectáculos criada pelo governo socialista. Faltou pouco para ser considerado um cantor do regime... Renaud fez uma viagem à União Soviética nos anos 80 e sofreu a mesma desilusão que outros artistas nos anos 30, portanto com um atraso de 50 anos... Nos anos 90 Renaud passa por uma crise grave ligada ao alcoolismo mas consegue renascer uma e outra vez.


Biblioteca FUNK

Funk (1996)

Um grande livro, de referência, da história do funk. Foi escrito nos anos 90, quando o funk foi recuperado e revitalizado pelo hip-hop e rap. O livro é inteligente e rigoroso mas não me revejo na atitude purista e pouco aberta do autor, que o faz desprezar o disco, o funk sintético dos anos 80, e a pouca consideração com o high-energy, o tecno e a house, precisamente os meus capítulos preferidos da música negra de dança. Mas são as correntes mais desligadas dos problemas sociais dos negros daí a pouca consideração do autor e de uma parte da historiografia da música popular. Aprendi imenso com este livro. Caxinas 2021 4/5
Le funk, de James Brown à Prince
Ensaio de Marc Zisman (2003)
BIBLIOTECA
 
O funk tem uma curta mas impressionante história. Surgiu para exprimir a contestação social, política, mas também sexual que a comunidade negra americana erigiu na segunda metade dos anos 60. Apenas ficou de lado a reivindicação feminista - mas o funk foi sempre uma cultura demasiado masculina, e até nisso se diferenciava da soul music. Os três fundadores do funk foram James Brown, Sly Stone e George Clinton, mas mais tarde outro grande nome atrairia todos para este estilo musical: Prince. Este livrinho conta-nos isto e muito mais de forma competente. Leituras 2016: 3/5

MYLENE FARMER

1º CENDRES DE LUNE (1986)
CD Digipak Polydor 1986
DISCOTECA???

2º AINSI SOIT JE... (1988)
CD Polydor 1988
DISCOTECA

AINSI SOIT JE... (1988)
K7 Cassete Polydor 1988
DISCOTECA

ANAMORPHOSÉE (1995)
NT

NT

NT

AVANT QUE L'OMBRE... À BERCY (2006)
Foi a primeira vez que ouvi com atenção Mylène Farmer. Este show deu origem a um DVD que é claramente preferível à simples gravação audio, pois o que se passa em cena é realmente espetacular. Foi um dos melhores e mais vistosos concertos que já vi. Mas o que conta são as músicas e estas foram uma revelação para mim. Até que enfim me apaixono por um artista da pop francesa dos anos 80. Myléne publicou o primeiro LP em 1986 e desde então surgiram mais nove e dezenas de singles, muitos coroados com grande êxito. No essencial, faz música pop, com influência rock, mas nas baladas aproxima-se da chanson. Tem uma voz suave e delicada, rarmente agressiva (pouco roqueira). Fiquei convertido a esta cantora. Agora é descobrir os seus álbuns de estúdio e os seus telediscos, igualmente famosos. Vila do Conde DVDteca 4,5/5

DESOBÉISSANCE (2018)
DISCOTECA

L'AUTRE (1991)
NT

LES MOTS (2001)
CD duplo Universal 2001
DISCOTECA

Mylène Farmer Phénoménale (2006)
Autor:Ewan(Chuberre
City Edition 2006
BIBLIOTECA
Uma biografia escorreita sobre a fenomenal Mylène Farmer, uma das minhas referências na música francesa. Um controlo absoluto sobre a sua obra e um cuidado inovador dos seus shows e dos seus videoclips, fazem-na ser considerada com acerto a Madonna francesa. VC 2021    3/5

Optimistique-Moi (1999)
Single CD Slim Cardboard Sleeve Polydor 1999
DISCOTECA F

L'Âme-stram-gram (1999)
Single CD Slim Cardboard Sleeve Polydor 1999
DISCOTECA F



Série Mirare/Fayard


Andrea et Giovanni Gabrieli (Canguilhem, 2003)
BIBLIOTECA F 
De Schütz à Bach (2008)
Ensaio de Gilles Cantagrel
BIBLIOTECA

Passion baroque (Gilles Cantagrel, 2015)

Gilles Cantagrel é um especialista da música barroca e de Bach. Passion baroque é excelente uma síntese da música barroca, balizada aproximadamente entre 1600 e  1750, entre a estreia de Monteverdi e a morte de Bach. Adorei o livro. Melun 06.2021 5/5


ed. Fayard/Mirare 2004

Félix Mendelssohn (2003)
Obra de François-Sappey
Fayard/Mirare 2003
BIBLIOTECA

Leitura 2023 Lisboa/Porto 4/5

FAYARD/MIRARE [8] P

Alessandro et Domenico Scarlatti (Place 2003)

Andrea et Giovanni Gabrieli (Canguilhem, 2003) F

Mendelssohn (Sapeur, 2003)

Beethoven (Brisson 2004) 

De Schütz à Bach (Gilles Cantagrel 2008)

La musique en Russie depuis 1850 (Lischke 2012) 

La musique en France despuis 1870 (Sappey 2013)   

Passion baroque (Cantagrel  2015) 

KATHLEEN FERRIER

Higher Walton, Lancashire, United Kingdom 1912 - Londres 1953

La vie brève de Kathleen Ferrier (2003)
Autor: Jérôme Spycket, 2003
BIBLIOTECA

Kathleen Ferrier teve de facto uma vida muito breve, ceifada pouco depois dos 40 anos de idade. Mas a sua passagem pela terra e pelos estúdios de gravação tem sido celebrada por gerações sucessivas... Apenas Callas tem mantido uma notoriedade póstuma tão inquebrável... Kathleen começou pelo piano afirmando-se quando jovem uma pianista talentosa, vencedora de vários concursos britânicos. Nas sessões de coral em que participava descobriu pouco a pouco as potencialidades da sua voz. Tornou-se a maior contralto inglesa de sempre. Curiosamente não teve uma carreira operática, tendo apenas cantado dezenas de vezes Orfeo de Gluck. Mas deixou registos sempre reeditados de Mahler e Brahms. As suas atuações e gravações mais aclamadas foram com Bruno Walter, mas também colaborou com John Barbirolli e Gerald Moore. A sua década prodigiosa foi os anos 1940 mas as centenas de concertos que deu não se traduziram em muitas gravações de estúdio. Em concerto cantou Mahler, Bach, Gluck, Schumann, Britten (de quem criou The Rape of Lucretia e Spring Symphony), Chausson, Elgar, Handel. Leitura 05.2021 Melun 4/5
Mahler & Brahms, CD Decca Historic 1992 Live   

MAHLER KINDERTOTENLIEDER (1948)
CD RMI GROC 1999
DISCOTECA

MAHLER KINDERTOTENLIEDER (1948)
CD Naxos Historical 2003
DISCOTECA

MAHLER KINDERTOTENLIEDER (1948)
LP vinil EMI Réferences France 1980
DISCOTECA

MAHLER KINDERTOTENLIEDER (1948)
DISCOTECA

CD Decca Historic 1992
DISCOTECA


Brahms & Schumann, CD Naxos Historical 2004
BACH-HANDEL RECITAL (1952)
CD digipack Decca Classic Recitals 2005
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DER LIED VON DER ERDE (1952)
CD Naxos
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DER LIED VON DER ERDE (1952)
LP vinil Decca 1967
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DER LIED VON DER ERDE (1952)
LP Gatefold Decca col. Aristocrate  1974
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DER LIED VON DER ERDE (1952): Orchestre Philharmonique De Vienne, Bruno Walter


HOMMAGE À KATHLEEN FERRIER (1951)
CD Tahra France 2002
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Chausson, Bach, Brahms (1985)
LP vinil Decca 1985
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K7 Cassete áudio Decca 1985
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Chausson - Poème De L'Amour et De La Mer (1951)
J.S. Bach - Two Sacred Songs (1949)
Brahms - Four Serious Songs (1949)
com
 Hallé Orchestra, Sir John Barbirolli
BBC Symphony Orchestra, Sir Malcolm Sargent

KATHLEEN FERRIER EDITION (2004)
Box 10CD Decca
(falta CD1 e livreto)
DISCOTECA