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Histoire du Soldat (Stravinsky, 1918)

COMPOSITOR Igor Stravinsky LIBRETO Charles Ferdinand Ramuz, baseado numa lenda russa CRIAÇÃO ??

O Castelo de Barba Azul (1918)

O ESPETÁCULO (P. Ganier, 2018)
John Relyea (Le Duc Barbe-Bleue) & Ekaterina Gubanova (Judith)
Este espetáculo que une La Voix humaine (Poulenc, 1955) a Bluebeard's Castle (Bartók, 1918), sem descontinuidade, é uma das joias da Opéra de Paris, onde foi criado em 2015. O grande mago responsável por tão ousada e satisfatória encenação é Krzysztof Warlikowski, que compreendeu bem as linhas que cosem as duas obras. O sofrimento e a solidão feminina resultantes da dependência de uma mulher face a um homem são temas que percorrem as duas breves óperas. Destacaria por isso as duas fantásticas cantoras que encarnaram Judith (Ekaterina Gubanova) e Ela (Barbara Hannigan). Muito bom. Paris 04.2018 Palais Garnier 4/5
Barbara Hannigan

O ESPETÁCULO (P. Ganier, 2015)
A nova produção da Ópera de Paris tem claramente a marca do encenador escolhido, Krzysztof Warlikowski. Duas óperas maiores do século XX irmanadas num espetáculo sem intervalo. Le château de Barbe-Bleue (Bartok) e La voix humaine (Poulenc) têm ambas uma mulher como protagonista, que sofre terrivelmente por amor. Uma mulher cujo amor vai sendo abalado à medida que o marido vai revelando o terrível segredo por trás de cada porta do seu castelo (Bartok) e outra que não sobrevive ao abandono definitivo do seu amante (Poulenc). O amor e a morte de mãos dadas nas duas óperas. Quando as opções de encenação são claras e inteligíveis como neste caso a interpretação tem as condições ideais para brilhar, como aconteceu com as duas cantoras. Prefiro o partitura de Bartok pelo tecido instrumental contínuo e fluído que faz lembrar as obras de Wagner e o elemento vocal em Poulenc, pela potencialidade dramática que encerra e que atrai como um íman todas as cantoras-atrizes. São obras que não ouço em disco (sobretudo a de Poulenc vive mal sem o palco) mas que encenadas tornam-se poderosas. Paris 12.2015 Palais Garnier 4/5

La Rondine, de Puccini (EMI, 1997)

A OBRA (Puccini, 1917)

GÉNERO Ópera em três actos COMPOSITOR Giacomo Puccini LIBRETTO Giuseppe Adami, baseado num libreto de Alfred Maria Willner e Heinz Reichert CRIAÇÃO Monte Carlo: Grand Théâtre de Monte Carlo 27.03.1917

DISCOTECA

Box 2CD EMI Classics 1997
DISCOTECA P

Reedição NT

London Symphony Orchestra, Antonio Pappano

Angela Gheorghiu (Magda/Anna), Roberto Alagna (Ruggero/Roberto), William Matteuzzi (Prunier), Inva Mula (Lisette), Alberto Renaldi (Rambaldo), Andrew Busher (tenor), Enrico Fissore (bass), Riccardo Simonetti (baritone), Angela Gheorghiu (soprano), William Matteuzzi (whistle), Patrizia Biccirè (soprano), Gareth Roberts (tenor), Monica Bacelli (mezzo-soprano), Toby Spence (tenor), Alberto Rinaldi (baritone), Patrizia Ciofi (soprano), Roberto Alagna (tenor) London Voices, London Symphony Orchestra

Bérénice (1911)

Ópera de Albéric Magnard
Ópera de Marseille 2001
BIBLIOTECA

IL TRITTICO (1918)

A OBRA

O ESPETÁCULO (Bastille, 2018)
Gianni Schicchi foi imortalizado por dois grandes autores italianos: Dante, que o pôs no Inferno, e Puccini, que fez dele o protagonista de uma opera buffa. De facto, Gianni Schicchi existiu realmente, burlou um parente de Dante e por isso acabou para sempre no Inferno. Puccini imaginou os pormenores cómicos do comportamento de Schicci. Este fez-se passar por um moribundo para ditar um testamento que o beneficiava em prejuízo da família do moribundo (que na realidade já estava morto). Esta ópera breve de uma hora deu-nos uma das canções mais populares de sempre: O Mio babbino caro. Mas não é por ela (cantada por Lauretta, uma personagem secundária) que Schicci continua a ocupar os teatros de todo o mundo, é porque a obra em si pode dar origem a grandes momentos de teatro, como nesta produção de Laurent Pelly. Paris 06.2018 Bastille 4/5

Gianni Schicchi
Maxime Pascal (maestro), com Artur Ruciński (Gianni Schicchi), Jean-Luc Ballestra (Marco), Nicolas Courjal (Betto), Philippe Talbot (Gherardo), Vittorio Grigolo (Rinuccio), Maurizio Muraro (Simone), Emmanuelle de Negri (Nella), Isabelle Druet (Ciesca), Tomasz Kumiega (notário), Rebecca De pont Davies (Zita), Elsa Dreisig (Lauretta)

O ESPETÁCULO (Bastille, 2010)
Philippe Jordan & Opéra National de Paris (Bastille) Enc. Luca Ronconi, 2010

O ESPETÁCULO (Lisboa, 1997)
TNSC, encenação de Stefano Vizioli, direção musical de Giuliano Varella, Julho de 1997

DISCOTECA:

Puccini The Great Opera Collection (2008)
Box Decca Classics 2008
DISCOTECA P

La Bohème, Tosca, Madama Butterfly, 
Manon Lescaut, La Fanciulla Del West, Turandot,
Il Trittico

Gardelli (1962)
DISCOTECA

BIBLIOTECA:
L'Avant-scène nº 190, mai-juin 1999
BIBLIOTECA
Leituras 2025

ARIADNE AUF NAXOS (1912)

A OBRA (Richard Strauss, 1912 & 1916)

O ESPETÁCULO (TCE, 2019)
Numa casa da nobreza vai representar-se uma ópera sobre Ariadne abandonada por Teseu numa ilha, prevê-se naturalmente uma obra séria dominada pelas lamentações de Ariadne. Mas os planos do sarau nobre alteram-se à última hora e uma trupe de comediantes/cantores italianos vai também atuar...ao mesmo tempo que o grupo de Ariadne. Duas concepções de ópera que se opuseram no século 18 vão confrontar-se no palco de forma espirituosa: os italianos vão tudo fazer para animar Ariadne, que só desperterá com o amor de Baco. Mais uma vez confirmo ser Strauss um teórico da ópera, à volta com as formas e os géneros operáticos ou com a natureza dupla da ópera, feita de palavras (a poesia) e de sons (a música, a melodia). Foi bom tomar conhecimento desta importante ópera. Paris 03.2019 TCE 3/5
Ariadne auf Naxos (Strauss). Jérémie Rhorer (direção musical) & Orchestre de chambre de Paris. Katie Mitchell (encenação), Camilla Nylund (Ariane), Roberto Saccà (Baco) Kate Lindsey (o compositor), Olga Pudova (Zerbinetta).

Ariadne auf Naxos não é uma das minhas obras preferidas de Richard Strauss. A sua produção contou com alguns problemas, tendo tido uma versão curta em 1912 e outra, definitiva, em 1916. E nem sempre foram fáceis as relações de Strauss com o grande e fiel libretista Hugo von Hofmannsthal. Não é uma obra fácil para mim. Muito "palavrosa" e em alemão, sem legendas é impossível apreciar esta obra. Felizmente, vi uma versão de referência, a de Karl Böhm de 1976 na Vienna State Opera. Foi encenada e filmada por Filippo Sanjust, mas são os cantores Gundula Janowitz, René Kollo e Edita Gruberová que tornam esta produção inesquecível. O argumento é engenhoso: dois grupos de teatro que representam a alta cultura e a baixa cultura são obrigados a contracenar juntos por exigência do governante que os contratou. Esta ópera começa como uma commedia dell' arte que faz lembrar Mozart e depois entra pelo terreno de Wagner, transformando-se num longo lieder. TV 07.2015 4/5

Programa de espetáculo
ONP
BIBLIOTECA

ARIANE À NAXOS
Ópera L'Avant-scène
BIBLIOTECA

Ariadne auf Naxos (2018)
Aix-en-Provence, juillet 2018
BIBLIOTECA F


DER ROSENKAVALIER (1911)

A OBRA (R. Strauss, 1911)
Comédia em músicaa em três actos op. 59
COMPOSITOR Richard Strauss LIBRETO Hugo von Hofmannsthal 

O ESPETÁCULO (TCE, 2025)
Paris 27.05.2025 Théâtre des Champs-Elysées 
DIREÇÃO MUSICAL Henrik Nánási, Orchestre National de France,  Chœur Unikanti ENCENAÇÃO Krzysztof Warlikowski COREOGRAFIA Claude Bardouil INTÉRPRETES Véronique Gens/A Marechala, Peter Rose/Ochs, Niamh O'Sullivan/Octavian, Jean-Sébastien Bou/Senhor de Faninal, Regula Mühlemann/Sofia

O ESPETÁCULO (Bastille, 2016)
O Cavaleiro da Rosa é uma das obras-primas líricas de Richard Strauss, com libreto do seu colaborador regular Hugo von Hofmannsthal. O ponto de partida foi uma peça francesa ligeira sobre um trio de personagens que se envolvem numa situação cômica. A mulher de um marechal tem um jovem amante (Octavian) que, para que a sua relação não seja conhecida, disfarça-se de criada quando o primo da amante (barão Ochs) chega inesperadamente. O barão tenta seduzir a criada e a prima marechala, divertida com a situação, propõe que o seu jovem amante seja o intermediário entre o barão e a jovem com quem ele vai casar-se em breve. Mas Octavian apaixona-se pela jovem noiva e acaba por não poder cumprir a promessa de amar para sempre a marechala. O melhor da ópera não é o enredo mozartiano da comédia de enganos mas a densidade melancólica da evolução psicológica da marechala, traduzida pela sublime música de Strauss que nos melhores momentos parece um lieder contínuo. A marechala, para seu divertimento, provoca o encontro entre o seu jovem amante e uma moça da sua idade. Sem saber, originou uma crise pessoal: a da consciência do seu próprio envelhecimento. Este adeus à juventude é glosado nos momentos mais belos da ópera. Muito bom. Paris 05.2016 Bastille 4/5
DVDTECA

DVD D.G. 2005
Felicity Lott, Kurt Moll, Anne Sofie von Otter, Barbara Bonney
Chor und Orchester der Wiener Staatsoper, Carlos Kleiber (1979)
DVDTECA

LE CHEVALIER À LA ROSE (1984)
L'Avant-Scène Opéra Nº 69/70 (1984) ed. 1990
BIBLIOTECA F
Leituras, maio de 2025