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Fortunio (André Messager, 1907)

Fortunio (André Messager, 1907)
Fortunio foi um dos melhores espetáculos líricos que vi este ano. Fortunio é uma "comédie lyrique", uma comédia de enganos, de paixões, de infidelidade, de sedução, mas é tudo dado com uma ligeireza muito própria da opereta. Como estamos longe das emoções extremadas da ópera verista da época! Não há lugar para o virtuosismo vocal mas para um canto mais próximo da fala, uma das marcas da modernidade da época. Gostaria tanto de rever esta produção, que na verdade é de 2009 e foi agora reposta no mesmo teatro onde foi criada. A mise en scène é de Denis Podalydès, e os cenários de Eric Ruf. A Orchestre des Champs-Elysées foi dirigida  por Louis Langrée. Com Cyrille Dubois (Fortunio), Anne-Catherine Gillet (Jacqueline), Jean-Sébastien Bou (Clavaroche) e Philippe-Nicolas Martin (Landry). Paris 12.2019 Opéra-Comique 4,5/5

Le Testament de tante Caroline (1932)

Le Testament de tante Caroline
(Albert Roussel, 1932)
A tia Carolina morre e deixa a fortuna em testamento a um sobrinho-neto que ainda está por aparecer...as sobrinhas apressam-se a engravidar para receberem aquilo que pensavam já estar garantido... Em pleno domínio da opera buffa, Roussel assina uma obra lírica saborosa que alguém teve a boa ideia de ressuscitar. Paris 06.2019 Théâtre de l'Athénée 3/5

V’lan dans l’œil (Hervé, 1867)

V’lan dans l’œil (inicialmente intitulado L'œil crevé) é uma ópera bufa, o primeiro grande sucesso de Hervé, o pai da opereta. A sua apresentação hoje é um exercício de arqueologia artística. Foi um espetáculo de massas, tornou se uma curiosidade para um público especializado. Os números falados são por vezes penosos, histriónicos, mas quando a música começa os momentos de graça multiplicam-se. Música de inspiração popular, campesina, mas com uma orquestração erudita, de que gosto cada vez mais. Paris 06.2021 Théâtre du Châtelet 3,5/5

Hervé, le père de l’opérette (1994)


Hervé, le père de l’opérette - 50 ans de Folies Parisiennes
 (Jacques Rouchouse, 1994)
Hervé foi de facto o pai da opereta. Ele e Offenbach foram contemporâneos, eram os grandes compositores de opereta da época, trabalharam para os mesmos teatros e partilharam alguns dos grandes intérpretes do género, como Hortense Schneider. As obras de Offenbach ficaram no repertório dos teatros de ópera, as de Hervé não resistiram ao gosto dos tempos. Mas Hervé foi imensamente popular. Compôs (e por vezes escreveu os libretos) operetas e óperas buffas de um humor delirante que antecipou os surrealistas. São obras pouco compreensíveis para o público que não viveu na época de Hervé pois há imensas referências à cultura da época e à história de França tal como era vista pelos contemporâneos do compositor. Eu não tinha ouvido falar de Hervé até ter comprado esta preciosa biografia. É uma daquelas personagens-chave do século 19 francês tão fascinante quanto os nomes célebres que estão aí até hoje. Paris 06.2019 4/5

Trois jeunes filles nues (1925)

DVDTECA
Trois jeunes filles nues GÉNERO Opereta francesa MÚSICA Raoul Moretti LIBRETO Yves Mirande e Albert Willemetz CRIAÇÃO Paris 3.12.1925 Théâtre des Bouffes-Parisiens ELENCO Dranem, Adrien Lamy, Jeanne Saint-Bonnet e Jean Gabin

PRODUÇÃO 2006 Olivier Minne ENCENAÇÃO Francis Perrin

OPÉRETTE Bibliografia OPERETA

L'Opérette en France (1997), de Benoît Duteurtre, é um livro que se lê com enorme prazer, apesar da sucessão de autores e obras (e datas) que por momentos podem tornar a leitura menos interessante. Mas a opereta (e outros géneros adjacentes) teve um século de grande criatividade e popularidade e, ao contrário da ópera, dixou de fazer parte da paisagem musical francesa e europeia. Mesmo o musical anglo-saxónico não vinga muito fora dos seus países de origem. Mas enquanto este está vivo e se renova, a opereta deixou de existir como género de teatro musical regularmente presente nos teatros. Mas desde que foi inventada no meio do século 20, por Hervé e Offenbach, a opérette nunca deixou de se renovar e adaptar às mudanças da sociedade, até aos anos 50, últimos anos de sua popularidade. Vila do Conde 12.2019 5/5

SUZY DELAIR

SUZY DELAIR. 
E L'OPERETTE À LA CHANSON (2003)
CD digipak Accord 2003
DISCOTECA F


 

ANDRÉ DASSARY

Opérettes Succès
CD digipack Accord 2001
DISCOTECA

Franz LEHÁR

Franz Lehár (Naxos, 2005)

OPERETA Arias

DUOS D'OPÉRETTES (1994)
Barbara Hendricks & Gino Quilico
Lawrence Foster & Orchetre de L'Opéra de Lyon
CD EMI Classics 1994
DISCOTECA

Charles LECOCQ

La Fille de Madame Angot, de Charles Lecocq, é um dos espetáculos musicais mais célebres do século 19, tendo feito uma grande carreira no estrangeiro. Mas no século 20 quase desapareceu dos teatros. O Palazzo Bru Zane produziu a sua recente representação no Théâtre des Champs-Elysées (e sua respectiva gravação). Foi um sucesso absoluto. Todos ovacionados pelo público, sobretudo Véronique Gens e Anne Catherine Gillet. A música, mesmo sem árias reconhecíveis, é sempre interessante. Fiquei com vontade de conhecer outras obras de Lecocq depois deste espectáculo extraordinário. Paris 07.2021 Théâtre des Champs-Elysées 4/5 

Versão de concerto, direção musical de Sébastien Rouland & Orchestre de chambre de Paris e Chœur du Concert Spirituel. Com Anne-Catherine Gillet, Véronique Gens, Mathias Vidal, Yann Beuron, Matthieu Lécroart e Ingrid Perruche.

Lecocq: La Fille de Madame Angot
Direção musical de Jean Doussard & Orchestre Du Théâtre National De L'Opéra-Comique
Com Mady Mesplé, Bernard Sinclair, Christiane Stutzmann, Charles Burles
(LP duplo vinil EMI 1973)
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CD EMI 
DISCOTECA

BIBLIOTECA (1)

La Fille de Madame Angot (2023)
Programme Opéra-Comique
Septembre 2023
BIBLIOTECA
Leitura 2023 Paris