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PAGLIACCI (1892)

A OBRA (Leoncavallo, 1892)


O ESPETÁCULO (Covent Garden, 2015)

PAGLIACCI
&
CAVALLERIA RUSTICANA

Pagliacci e Cavalleria Rusticana são duas óperas veristas, sendo o verismo a corrente que no final do século XIX trouxe um realismo cru às histórias e personagens das óperas. Tradicionalmente são apresentadas uma a seguir à outra podendo constituir mesmo, como é o caso desta produção da Royal Opera House, duas faces de um mesmo espetáculo. Foi uma das coisas boas desta produção. Algumas personagens passavam de uma ópera para a outra e Pagliacci era um espetáculo de teatro anunciado com cartazes durante a ação da Cavalleria.  Aliás, a temática das duas óperas é a mesma (a inspiração do libreto não é o forte destas óperas veristas): o adultério e a vingança do marido/amante enganado, que resulta numa morte com arma branca (em Carmen, de Bizet, que anuncia o verismo, já tínhamos visto tudo isto). Gostei de ver esta produção, mas é certo que nenhuma das óperas está entre as minhas preferidas. E penso que nem a história nem as personagens têm o carisma que encontro por exemplo em Puccini ou Verdi. Paris 12.2015 Cinema Publicis 4/5

CAVALLERIA RUSTICANA
& PAGLIACCI
Pretre (1981, DVD)
DVDTECA

TRAVIATA (1853)

A OBRA (Verdi, 1853)


O ESPETÁCULO (Bastille, 2016)

Saí emocionado da Opéra Bastille depois de ter visto uma Traviata soberbamente cantada e interpretada por Sonya Yoncheva, nova diva lírica. É raro ver o público parisiense ovacionar tanto uma cantora de ópera. Mas foi o que aconteceu hoje. A direção musical coube a Michele Mariotti. A encenação do realizador Benoît Jacquot é tradicional mas sem relevo. Paris 06.2016 Opéra Bastille 5/5

A Traviata que a Royal Opera House apresenta neste começo de 2016 é uma das produções clássicas da casa, encenada por Richard Eyre. La Traviata nunca desilude. O trio protagonista desta produção tem Venera Gimadieva (Violetta), Saimir Pirgu (Alfredo) e Luca Salsi (Giorgio Germont). A orquestra é dirigida por Yves Abel. Paris 02.2016 cinema Publicis 4/5

Pietro MASCAGNI

A OBRA: Cavalleria Rusticana COMPOSITOR: Pietro Mascagni

O ESPETÁCULO (Covent Garden, 2015)

PAGLIACCI
&
CAVALLERIA RUSTICANA

Pagliacci e Cavalleria Rusticana são duas óperas veristas, sendo o verismo a corrente que no final do século XIX trouxe um realismo cru às histórias e personagens das óperas. Tradicionalmente são apresentadas uma a seguir à outra podendo constituir mesmo, como é o caso desta produção da Royal Opera House, duas faces de um mesmo espetáculo. Foi uma das coisas boas desta produção. Algumas personagens passavam de uma ópera para a outra e Pagliacci era um espetáculo de teatro anunciado com cartazes durante a ação da Cavalleria.  Aliás, a temática das duas óperas é a mesma (a inspiração do libreto não é o forte destas óperas veristas): o adultério e a vingança do marido/amante enganado, que resulta numa morte com arma branca (em Carmen, de Bizet, que anuncia o verismo, já tínhamos visto tudo isto). Gostei de ver esta produção, mas é certo que nenhuma das óperas está entre as minhas preferidas. E penso que nem a história nem as personagens têm o carisma que encontro por exemplo em Puccini ou Verdi. Paris 12.2015 Cinema Publicis 4/5

CAVALLERIA RUSTICANA
Semyon Bychkov & Orchestre de Paris
CD Box de cartão Philips 1991
BIBLIOTECA P
CAVALLERIA RUSTICANA
Alexander Rahbari 1992 (Naxos)
BIBLIOTECA
CAVALLERIA RUSTICANA
Sinopoli/1989
BIBLIOTECA
CAVALLERIA RUSTICANA
Pretre (1981, DVD)
BIBLIOTECA

CAVALLERIA RUSTICANA
Herbert von Karajan 1966
BIBLIOTECA

Cavalleria Rusticana & Paillasse
Ópera L' Avant-scène
BIBLIOTECA

LA BOHÈME (1896)

A OBRA (Puccini)

O ESPETÁCULO (Bastille, 2025)




O ESPETÁCULO (TCE, 2023)
Sala Théâtre des Champs-Elysées, juin 2023


O ESPETÁCULO (Bastille, 2023)



Uma nova produção do clássico La Bohème teve lugar no Covent Garden, Londres, onde deverá ser apresentada por muitos anos. A encenação é de Richard Jones, o cenário e os figurinos são de Stewart Laing, La Bohème é daquelas óperas que dificilmente podem ser modernizadas como é costume fazer-se mudando-se a época histórica da ação. A ópera faz um retrato dos boémios de Paris do século XIX, jovens que viviam para a arte nas mais difíceis condições materiais (passam fome e frio) mas tentam divertir-se na noite como podem e amar também. Os boémios quase roubam o protagonismo ao amor entre Mimi e Rodolfo, que têm as melhores e mais célebres árias da ópera de Puccini. Os cantores, todos jovens e pouco conhecidos, estiveram muito bem, sobretudo Nicole Car como Mimi. A mansarda onde vivem os boémios é que deixa um pouco a desejar: uma gaiola fria e sem nenhuma graça que limita os movimentos dos cantores. Paris 10.2017 Cinema Publicis 4/5
Os cantores: 
Michael Fabiano (Rodolfo)
Nicole Car (Mimi) 
Simona Mihai (Musetta)
Florian Sempey (Schaunard)
Luca Tittoto (Colline)
com
Antonio Pappano & ROH Orchestra

Pela primeira vez assisti a um dos fenómenos culturais mais expressivos dos últimos anos: a transmissão em direto nos cinemas de representações de ópera. Conheço pelo menos duas temporadas de teatros famosos que podem ser vistas nos cinemas de Paris: a temporada da Royal Opera House de Londres e a do MET de Nova Iorque. Infelizmente o horário das transmissões não é compativel com as minhas obrigações profissionais, por isso aproveitei o feriado nacional de hoje para ver uma dessas famosas sessões de ópera no cinema. 
Não podia ter corrido melhor. A produção da ROH retoma uma excelente encenação tradicionalista, "conservadora", do veterano John Copley, um trabalho que tem sido reposto com sucesso no Covent Garden. A ópera é La Bohéme, uma das melhores e daquelas que mais facilmente pode conquistar as pessoas para o universo lírico. Os protagonistas Mimi e Rodolfo são Anna Netrebko e Joseph Calleja, ambos justificando o estrelato. Fiquei surpreendido com a opção maioritária por grandes planos, por planos aproximados dos cantores, e não pelos planos mais recuados do conjunto. O que vimos nesta transmissão está mais próximo da estética do cinema e da televisão do que do ponto de vista do espetador na sala de ópera. A impressão, óbvia, que tive foi a de estar a ver um DVD num ecrã enorme com uma grande qualidade de imagem e som. Uma experiência a repetir tanto quanto possível. Paris cinema Publicis 06.2015 Covent Garden 4/5