Um dia histórico! Visitei não só o Museu do Scala de Milão como consegui um bilhete para ver a récita do dia, da ópera Giovanna d'Arco, de Verdi. O compositor na sua própria casa! A bem dizer não vi a ópera, ouvi-a, já que a segunda galeria que me calhou (sexto e último andar da enorme sala) quase não permitia ver o palco: apenas um pouco e com a promessa de um torcicolo se eu insistisse em olhar. Descobri com estupefacção que quem está nas galerias não pode ir à plateia nem aos camarotes, pois tem de sair para o exterior (por uma saída lateral) e voltar a entrar pela entrada principal. Nunca tal vi, pois tenho a mania de nos intervalos ir conhecer os recantos do teatro onde me encontro e desta vez tal curiosidade foi frustrada.
Giovanna del Arco não é das melhores obras de Verdi, mas vê-se logo que é dele: aquele coro omnipresente, uma verdadeira personagem, não engana ninguém. Mas o que guardo dessa noite foi mesmo ter conhecido o Scala, o museu e a sala. O museu é constituído fundamentalmente por estátuas (bustos de compositores) e quadros (retratos de cantores e outros protagonistas da história do teatro). Milão 01.2016 Teatro alla Scala 3/5















