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Adriana Lecouvreur (TCE, 2023)

Opéra de Francesco Cilea (1902)
Paris, décembre 2023 TCE 4/5

Tamara Wilson | Adriana
Brian Jagde | Maurice
Misha Kiria | Michonnet
Maurizio Muraro | Le Prince de Bouillon 
Clémentine Margaine | La Princesse de Bouillon 
Robert Lewis* | L’Abbé de Chazeuil 

Daniele Rustioni | direction
Orchestre et Chœurs de l’Opéra national de Lyon  | direction Benedict Kearns

Adriana Lecouvreur (2017)

Ópera de Cilea (1902)

Foi uma noite especial, pois pela primeira vez vi Angela Gheorgiu num palco. E não foi um palco qualquer. Há cerca de 20 anos, Angela ficou famosa com a Traviata que apresentou no Covent Garden, dirigida por Georg Solti. Ela é uma das maiores divas líricas de hoje, e uma das raras divas cuja vida privada e (mau) feitio passam regularmente para as páginas das revistas da especialidade. Porém, a julgar pelos aplausos do público o cantor mais amado nesta produção da ópera de Cilea foi Gerald Finley. Mesmo não sendo uma produção inatacável, para mim foi uma noite perfeita. A música de Cilea é lindíssima, os intérpretes estiveram todos bem, a encenação de David McVicar é bela, legível e pertinente. O terceiro acto comeca com uma introdução instrumental muito bela que depois dá lugar à ária mais famosa da ópera cantada por Adriana, "Poveri fiori". Foi o que eu mais gostei, apesar dos outros actos serem igualmente bons. Londres 2017 Covent Garden 5/5

Adriana Lecouvreur (2015)

Ópera de Cilea (1902

Não conhecia esta obra, que é responsável por manter Francisco Cilea vivo nos palcos líricos. Mesmo assim é uma ópera pouco representada, em tempos defendida de forma sublime por Magda Olivero. Foi para cantar este papel de Cilea que Olivero regressou aos palcos, de onde se tinha retirado 10 anos antes (1941). Adriana Lecouvreur tem libretto de Arturo Colautti e adapta a peça Adrienne Lecouvreur (1849) de Eugène Scribe e Ernest Legouvéby, Foi criada no Teatro Lirico, Milão em 1902 com Angelica Pandolfini  e Caruso nos principais papéis. A produção que vi foi filmada por Lamberto Puggelli ao vivo no Teatro alla Scala de Milão em 2000, espetáculo dirigido por Roberto Rizzi Brignoli com Daniella Dessi, Olga Borodina, Sergei Larin. Uma bela produção. Paris 2015 Teatro alla Scala  4/5