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Cabaret (West End, 2024)

CABARET (2022)
Grande produção recente (de 2022) do musical que revolucionou os musicais. Entramos no teatro Playhouse como se entrassemos num verdadeiro cabaret, uma bebida na mão e um passeio para observar quem está presente, antes de entrar para a sala principal. Quem conhece o filme reconhece a evolução do espetáculo nos mais pequenos pormenores. Mas senti falta da Sally Bowles de Liza Minnelli e até do Emcee de Joel Grey. De resto foi perfeito. Londres 06.2022 Playhouse 5/5

Cabaret (Broadway Cast, 1966)

Cabaret (Broadway, 1966)
Broadway Cast Recording 1966
CD Masterworks Broadway 2011
DISCOTECA

&

CD Sony 2014

DISCOTECA 


Cabaret - Selected Highlights (1995)
CD Showtime 1995

DISCOTECA

Cabaret (BSO, 1972)

Cabaret (BSO, 1972)
LP Vinil ABC Records Portugal s/d
DISCOTECA P

CABARET (1972)
Bande Sonore Originale du Film Cabaret
K7 Cassete RCA Records France s/d
DISCOTECA F

Cabaret (Madrid, 2016)

Musical de John Kander e Fred Ebb

Já tive a oportunidade de ver o célebre musical Cabaret mas... não aconteceu. Agora, passando por Madrid, não hesitei: foi este o espetáculo que pus acima de qualquer outro em exibição na cidade. O teatro em que é representado, o Rialto na Gran Via, é muito bonito. O Cabaret de Madrid é uma grande produção, adaptada ao espanhol para garantir a adesão popular. Segue de perto a peça de teatro (1952) que adaptava para o palco o conto de Isherwood (1937), onde encontramos Sally Bowles e outros personagens que depois serão imortalizados pelo musical de Ebb & Kander (1966) e mais ainda pelo filme de Bob Fosse (1972). Que destino grandioso para um simples conto! Pode-se até não gostar deste musical (no teatro e no cinema) mas não se pode negar que ele mudou a história dos musicais e impôs uma imagética reconhecida por todos. Além disso, fez entrar para o universo feérico e feel-good dos musicais a tragédia nazi. Aliás, a produção madrilena termina com corpos nus, enlaçados, numa câmara de gás. Assim, passa-se de cenas dramáticas para as cenas cômicas, passadas no cabaré, tal como no filme. A força deste (um dos meus filmes preferidos) impede-me de aderir completamente ao que se passa no palco mas o génio das canções de Ebb & Kander fazem sempre efeito. Curiosamente, o momento que suscitou maiores risadas foi quando o mestre de cerimónias, antes de começar a segunda parte, brincou com o público, provocou-o e trouxe-o para o palco. Foi brilhante e percebi então por que a stand-up comedy é tão popular (mas não me interessa). Madrid, maio de 2016, Teatro Rioalto 4/5