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L'Histoire de l'Opérette en France (1974)

L'Histoire de l'Opérette en France (1974)
Autor: François Bruyas
Lyon: Emmanuel Vitto 1974
BIBLIOTECA P

Offenbach ou la joie de vivre (Claude Dufresne, 1998)

Offenbach é um dos compositores mais parisienses de sempre, mas ele nasceu na Alemanha e passou a infância em Colónia. Ainda adolescente, ele viaja com um irmão e com o pai para Paris para tentar carreira na música. Era um excelente violoncelista e pouco a pouco integrou-se no meio musical da cidade. Muitos anos depois praticamente criou um novo género musical, a opereta, ou pelo menos compôs os melhores exemplos desse género: Orphée aux Enfers (1858), La Grande-Duchesse de Gerolstein (1867), La Vie Parisienne (1866), La Belle Hélène (1864). Pouco antes de morrer, completou a sua obra-prima, a ópera Contes d'Hoffman (1881), que se estreou na Opéra-Comique com grande êxito. Jacques Offenbach criou obras-primas plenas de humor e de sátira social e política. Foi um notável observador da sua sociedade e, ainda que algumas das suas operetas se passem no passado, as personagens e a ação referem-se ao mundo contemporâneo do compositor. Claude Dufresne escreveu uma biografia de fácil e agradável leitura, que fornece um panorama completo e inteligente da vida e da obra de Offenbach. Paris 11.2016 3,5/5

Hervé, le père de l’opérette (1994)


Hervé, le père de l’opérette - 50 ans de Folies Parisiennes
 (Jacques Rouchouse, 1994)
Hervé foi de facto o pai da opereta. Ele e Offenbach foram contemporâneos, eram os grandes compositores de opereta da época, trabalharam para os mesmos teatros e partilharam alguns dos grandes intérpretes do género, como Hortense Schneider. As obras de Offenbach ficaram no repertório dos teatros de ópera, as de Hervé não resistiram ao gosto dos tempos. Mas Hervé foi imensamente popular. Compôs (e por vezes escreveu os libretos) operetas e óperas buffas de um humor delirante que antecipou os surrealistas. São obras pouco compreensíveis para o público que não viveu na época de Hervé pois há imensas referências à cultura da época e à história de França tal como era vista pelos contemporâneos do compositor. Eu não tinha ouvido falar de Hervé até ter comprado esta preciosa biografia. É uma daquelas personagens-chave do século 19 francês tão fascinante quanto os nomes célebres que estão aí até hoje. Paris 06.2019 4/5