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LA VOIX HUMAINE (1955)

A OBRA (Poulenc)

TÍTULO La Voix Humaine (tragédia lírica em um acto) LIBRETO Jean Cocteau  COMPOSITOR Francis Poulenc CRIAÇÃO Paris: Salle Favart 1959, por Denise Duval

O ESPETÁCULO (TCE, 2026)



Patricia Petibon (Elle), Orchestre National de France, dir. Ariane Matiakh VISTO Paris 15.03.2026 Théâtre des Champs-Élysées 

O ESPETÁCULO (P. Ganier, 2018)

John Relyea (Le Duc Barbe-Bleue) & Ekaterina Gubanova (Judith)
Este espetáculo que une La Voix humaine (Poulenc, 1955) a Bluebeard's Castle (Bartók, 1918), sem descontinuidade, é uma das joias da Opéra de Paris, onde foi criado em 2015. O grande mago responsável por tão ousada e satisfatória encenação é Krzysztof Warlikowski, que compreendeu bem as linhas que cosem as duas obras. O sofrimento e a solidão feminina resultantes da dependência de uma mulher face a um homem são temas que percorrem as duas breves óperas. Destacaria por isso as duas fantásticas cantoras que encarnaram Judith (Ekaterina Gubanova) e Ela (Barbara Hannigan). Muito bom. Paris 04.2018 Palais Garnier 4/5
Barbara Hannigan

O ESPETÁCULO (P. Ganier, 2015)
A nova produção da Ópera de Paris tem claramente a marca do encenador escolhido, Krzysztof Warlikowski. Duas óperas maiores do século XX irmanadas num espetáculo sem intervalo. Le château de Barbe-Bleue (Bartok) e La voix humaine (Poulenc) têm ambas uma mulher como protagonista, que sofre terrivelmente por amor. Uma mulher cujo amor vai sendo abalado à medida que o marido vai revelando o terrível segredo por trás de cada porta do seu castelo (Bartok) e outra que não sobrevive ao abandono definitivo do seu amante (Poulenc). O amor e a morte de mãos dadas nas duas óperas. Quando as opções de encenação são claras e inteligíveis como neste caso a interpretação tem as condições ideais para brilhar, como aconteceu com as duas cantoras. Prefiro o partitura de Bartok pelo tecido instrumental contínuo e fluído que faz lembrar as obras de Wagner e o elemento vocal em Poulenc, pela potencialidade dramática que encerra e que atrai como um íman todas as cantoras-atrizes. São obras que não ouço em disco (sobretudo a de Poulenc vive mal sem o palco) mas que encenadas tornam-se poderosas. Paris 12.2015 Palais Garnier 4/5


O ESPETÁCULO (PV Garrett, 2015)
La voix humaine (1955) é uma das obras líricas mais belas do século XX. Composta por Francis Poulenc a partir de um libreto de Cocteau, tem atraído as maiores atrizes e cantoras, seduzidas por este monólogo feminino que oscila entre o canto e a fala para exprimir o abandono de uma mulher pelo seu amante. Raquel Camarinha foi a protagonista desta produção com acompanhamento de piano. Com um francês perfeito, teve uma abordagem cool do papel, sem a dramaticidade extrema que o texto permite. Gostei muito. Póvoa de Varzim 07.2015  4/5

Patricia Petibon (TCE, 2019)


Que bom quando um programa nos dá a ouvir peças pouco conhecidas mas excelentes! Um programa essencialmente latino, apesar de Bernstein e Samuel Barber. Mais uma vez fiquei encantado com os excertos de zarzuelas de Torroba, Giménez e Vives. Patricia Petibon é uma atriz-cantora como poucas, enche o palco com a sua graça para além do talento reconhecido. Paris 01.2019 4/5
Programa
Granados: Goyescas, Intermedio (orchestre) 
& « Ay majo de mi vida », « El mirar de la maja », extraits de Tonadillas en un estilo antiguo 
Bacri 3 Loge Songs, op. 96, « All through eternity», Melodías de la Melancolía, « A la mar » 
De Falla El amor brujo, Danse rituelle du feu (orchestre) 
Turina: Cantares op. 19, « Poema en forma de canciones » 
Vives: Doña Francisquita, Fandango (orchestre) 
Giménez: La tempranica, « La tarantula é un bicho um malo» 
De Falla «¡Vivan los que rien! », « Allí está riyendo », Danza española (orchestre)
 extraits de La Vida breve 
Villa-Lobos Bachianas brasileiras n° 4, Prelúdio (orchestre) 
Puccini « O mio babbino caro », air extrait de Gianni Schicchi 
Torroba La marchenera, « Petenera » 
Barber Adagio pour cordes (orchestre) 
Four Songs, “Sure on this shining night” 
Bernstein Ouverture (orchestre) et air « Glitter and be gay », extraits de Candide
(encore)
Montsalvatge "Canción de cuna para dormir a un negrito" 
(Xavier Montsalvatge e Ildefonso Pereda Valdés, 1945)

PELLÉAS ET MELISANDE (1902)

A OBRA (Debussy1902)

GÉNERO Drame lyrique en cinq actes et douze tableaux COMPOSITOR Claude Debussy LIBRETO Poème de Maurice Maeterlinck CRIAÇÃO Paris 30.04.1902 l’Opéra-Comique

O ESPETÁCULO (Bastille, 2025)



PRODUÇÃO Opéra National de Paris CRIAÇÃO Paris 28.02.2025 Opéra Bastille ENCENAÇÃO Wajdi Mouawad
INTÉRPRETES Pelléas: Huw Montague Rendall, Golaud: Gordon Bintner, Arkel: Jean Teitgen, Le petit Yniold: Anne-Blanche Trillaud Ruggeri, Un Médecin: Amin Ahangaran, Mélisande: Sabine Devieilhe, Geneviève: Sophie Koch  ORQUESTRA Orchestre et Chœurs de l’Opéra national de Paris  DIREÇÃO MUSICAL Antonello Manacorda
VISTO Paris 09.03.2025 Opéra Bastille NOTA 4/5


O ESPETÁCULO (TCE, 2021) 

Uma das óperas que aprendi a amar e admirar mais a cada nova visão. 
Pelléas et Mélisande 2021, direção musical de François-Xavier Roth & Les Siècles, encenação de Eric Ruf, com Patricia Petitbon e Vannina Santoni  (Melisande), Stanislas de Barbeyrac (Pélleas), Simon Keenlyside (Golaud), Jean Teitgen (Arkel), Lucile Richardot (Geneviève), Paris 11/10/2021 TCE 4/5

O ESPETÁCULO (TCE, 2018) 
Basta uma estrela, ou uma artista excepcional (Sabine Devieilhe), para termos uma razão de assistir novamente, meses depois, a Pelléas et Mélisande, a ópera de Debussy. Foi muito bom. Paris 05.2018 Théâtre des Champs Elysées 4/5
Benjamin Levy
(direção musical)
& 
Orchestre de Chambre Pelléas
Elenco:
Sabine Devieilhe (Melisande)
Etienne Dupuis (Pélleas)
Alain Buet(Golaud)
Jérôme Varnier(Arkel)
Sylvie Brunet-Grupposo (Geneviève)
Camille Poul (Yniold)
Virgile Ancely (o médico)


O ESPETÁCULO (Bastille, 2017)

Esperei uma vida para ver Pélleas et Melisande, a obra-prima de Claude Debussy, mas este ano essa oportunidade finalmente chegou, ainda por cima a dobrar. Há meses no Théâtre des Champs-Elysées, com Patricia Petibon como Melisande, e hoje na Bastille com Robert Wilson na direção cénica. Duas excelentes produções. Mas desta vez é o encenador que leva a palma. Por uma vez, fiz questão de ouver a ópera de olhos bem abertos pois nada queria perder do que se passava no palco. Passa-se pouco (nunca vi palco mais despojado), e o movimento dos cantores é reduzido ao mínimo. Mas nada poderia ser mais expressivo do que este trabalho minimalista de Bob Wilson. A gestualidade dos cantores remete tanto para a cultura japonesa como para o movimento dos pássaros. A lentidão dos movimentos é soberana. Um dos melhores espetáculos que me foi dado a ver. Paris 10.2017 Bastille 4,5/5

O ESPETÁCULO (TCE, 2017)
Finalmente consegui ver Pélleas et Melisande, a obra-prima lírica de Claude Debussy. Parece uma mélodie ininterrupta, refinada, sensual, evanescente: uma obra em que o tecido orquestral é o centro do interesse. Esta nova produção é excelente: Eric Ruf, da Comédie Française, assina a mise en scène e a scénographie, Louis Langrée dirige a Orchestre National de France, e são excelentes os três intérpretes principais (Patricia Petibon, Jean-Sébastien Bou e Kyle Ketelsen). Paris 05.2017 TCE 4,5/5

MANON (1894)

A OBRA (Massenet, 1894)


O ESPETÁCULO (Bastille, 2025)
  • DIREÇÃO MUSICAL Pierre Dumoussaud, Orchestre et Chœurs de l’Opéra national de Paris INTÉRPRETES Amina Edris (Manon), Benjamin Bernheim (Chevalier des Grieux), Andrzej Filonczyk (Lescaut) VISTO Opéra Bastille 26.05.2025 
  • DIREÇÃO MUSICAL Pierre Dumoussaud, Orchestre et Chœurs de l’Opéra national de Paris INTÉRPRETES Amina Edris (Manon), Roberto Alagna (Chevalier des Grieux), Andrzej Filonczyk (Lescaut) VISTO Opéra Bastille 1

O ESPETÁCULO (Opéra-Comique, 2019)

 
Manon volta ao palco onde foi criada em 1894: a Opéra-Comique. Um regresso triunfante devido a três grandes nomes da cena artística francesa atual: a soprano Patricia Petibon (Manon), o maestro Marc Minkowski (à frente dos Musiciens du Louvre) e o encenador Olivier Py. Mesmo depois de ter lido o romance Manon Lescaut, de Prévost, e visto a ópera, não consigo sentir empatia por esta personagem misteriosa, que não resiste à perdição, que não evita a infidelidade e o luxo, a que não resistira também. Paris 05.2019 4/5

DISCOTECA 

Monteux/1955
DISCOTECA 

Etcheverry/1997 ext  
DISCOTECA 

ARMIDA

Armida (Haydn, 2000)

Nikolaus Harnon & Concentus Musicus Wien Com Cecilia Bartoli, Patricia Petibon, Christoph Prégardien, Markus Schäfer, Scot Weir,

PATRICIA PETIBON 8

Airs baroques français (2001)

French Touch (DVD 2004)

Amoureuses (DG 2008)

Rosso Italian Baroque Arias (DG 2010) 

MELANCOLÍA (2011)
Melancolía - Spanish Arias And Songs
CD D.G. 2011
DISCOTECA

Josep Pons & Orquesta Nacional De España

Melancolía - Spanish Arias And Songs, CD D.G. 2011

Nouveau Monde (2012)

La Belle Excentrique (DG 2014)

Festival D'Auvers-sur-Oise