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Rossini Arias (Juan Diego Flore, 2001)

Rossini Arias (2001)
Juan Diego Florez, tenor
Riccardo Chailly & O. Milan Giuseppe Verdi
CD Decca 2001
DISCOTECA 

STABAT MATER (Rossini, 1842)

CRIAÇÃO Paris: Salle Ventadour du Théâtre-Italien, 7.01.1842
Com Giulia Grisi (soprano), Emma Albertazzi (mezzo-soprano), Mario (ténor), e Antonio Tamburini (basse)

Catherine Malfitano, Agnes Baltsa, 
Robert Gambill, Gwynne Howell, 
Riccardo Muti & Orquestra e 
Coro Del Maggio Musicale Fiorentino
LP Vinil EMI-VC Portugal 1982
DISCOTECA P

IL SIGNOR BRUSCHINO (1813)

O ESPETÁCULO (TCE, 2017)
Enrique Mazzola
Il Signor Bruschino (1813) é uma ópera da juventude de Rossini. Mas nela o seu estilo pessoal já é bem visível. O Théâtre des Champs-Elysées tem apresentado um ciclo das suas óperas menos conhecidas, dirigidas por Enrique Mazzola. Hoje estiveram em destaque, entre os cantores, Alessandro Corbelli e Chantal Santon-Jeffery. Paris 06.2017 TCE 3/5

LE COMTE ORY (1928)

E lamentável que Le Comte Ory não seja mais vezes representado. Não tem tantas árias inesquecíveis como o Barbeiro de Sevilha, mas o potencial cómico não fica longe da obra-prima buffa de Rossini. Um conde sedutor na linha de Don Giovanni faz tudo para conquistar uma condessa, inclusive passar-se por freira para entrar no forte onde várias mulheres se resguardam à espera dos maridos que estão nas Cruzadas (estamos no século XIII). A encenação de Denis Podalydès, da Comédie-Française, acerta em cheio no ritmo e na direção dos atores. Foi um dos melhores espetáculos de ópera que vi este ano. Paris 4,5/5
Direção musical: Louis Langrée & Orchestre des Champs-Elysées
Mise en scène: Denis Podalydès 
com 
Philippe Talbot (Le Comte Ory) 
Julie Fuchs (La Comtesse)
Gaêlle Arquez (Isolier) 
Opéra-Comique 12.2017

LA CENERENTOLA (1817)

A OBRA (Rossini, 1817)

O ESPETÁCULO (Garnier, 2018)

A encenação deste espetáculo não é memorável, bem pelo contrário, mas o seu grande trunfo é permitir ver e ouvir Marianne Crebassa no papel de Angelina, a gata borralheira. Cada vez mais Crebassa se afirma como uma grandes cantoras da nova geração. Paris Palais Garnier 3/5
La Cenerentola, TCE 12/2018, Evelino Pidò (direção), Guillaume Gallienne (encnação), com Marianne Crebassa (Angelina ou Cenerentola), Alessandro Corbelli (Don Magnifico), Lawrence Brownlee (Don Ramiro), Florian Sempey (Dandini), Adam Plachetka (Alidoro), Chiara Skerath (Clorinda), Isabelle Druet (Tisbe)

O ESPETÁCULO (TCE, 2018)

O lugar de La Cenerentola, de Rossini, a sua segunda ópera mais apresentada nos palcos mundiais, é mesmo o palco. É uma ópera que precisa de ser vista, mesmo numa versão de concerto como a que  vi esta semana no Théâtre des Champs-Elysées. Os cantores--atores deram-se de tal modo ao jogo do teatro que esquecemos que falta um metteur en scène. Para quê? Até o maestro e os músicos contribuíram para o divertimento que ocorria no palco e mexia com o público. No final, toda a equipa foi ovacionada. Já tinha visto Karine Deshayes no papel da Cenerentola, e agora  ela confirma mais uma vez que é uma das grandes Angelinas de hoje. Foi uma grande noite de teatro musical. Paris 06.2018 4,5/5
Produção doThéâtre des Champs-Elysées, 
Enrique Mazzola (direção) 
Orchestre National d’Ile-de-France
Ensemble Aedes 
(direção de Mathieu Romano)
Elenco: Karine Deshayes (Angelina ou la Cenerentola), Peter Kálmán (Don Magnifico), Cyrille Dubois (Don Ramiro), Vito Priante (Dandini), Luigi de Donato (Alidoro), Hasmik Torosyan (Clorinda), Alix Le Saux (Tisbe)

O ESPETÁCULO (2016)
Ontem fui à Ópera de Roma ver La Cenerentola... sem sair de Paris! Por isso é que eu gosto tanto das transmissões de óperas e balés em direto para as salas de cinema. Enquanto não começava a ópera propriamente dita, podemos ver o tout-Rome a chegar e a instalar-se no teatro (os camarotes parecem bem austeros e despidos, comparados com os do Palais Garnier). Quanto ao espetáculo, só posso dizer mal da cenografia, encenação e direção de atores. La Cenerentola é uma peça cômica do princípio ao fim mas os responsáveis da encenação, etc., acharam por bem sublinhar a traço grosso,  com imensas caretas e trejeitos, essa comicidade. O palco encheu-se de bonecos-robô saídos do filme de Woody Allen (Sleeper, 1973). Suponho que representavam os servos da altura (como a própria Cinderela, uma falsa serva, como a escrava Isaura). Visto num ecrã de cinema, com planos aproximados, tudo era um tanto grotesco. Adiante. Mas a música de Rossini supera tudo, mesmo quando os cantores são apenas competentes. É pelo menos a terceira vez que vejo La Cenerentola, mas não me canso de ouvir a abertura (uma das melhores de sempre) e as melhores cenas sobretudo as cenas de conjunto. Paris 01.2016: 4/5

LA PIETRA DEL PARAGONE

O Théâtre du Châtelet apresentou uma nova produção de La Pietra del Paragone, de Rossini. Habitualmente, o problema das produções operáticas é o encenador. Já presenciei muitos encenadores serem assobiados à boca de cena. Eles têm a arriscada função de vestir obras-primas líricas, e geralmente saem vencidos. Mas desta vez... 
A acção é apresentada em dois planos (fotos), o inferior com os cantores sob um fundo azul e num plano superior ecrãs que amplificam e acrescentam o fundo desejado. Nunca me ri tanto numa ópera, pois os efeitos conseguidos nos ecrãs e os resultantes do que vemos num e noutro plano são brilhantes.
Não percebi patavina da história. O libreto do início dos anos 1810 ainda não se soltou totalmente do pecado dos libertos barrocos: condensar em três horas um enredo de telenovela. Bem tentei ler o resumo dos actos, mas nada feito. Que interessa? O prazer esteve todo no brilhantismo dos cantores-atores, na música de Rossini e na suprema encenação de Giorgio Berberio Corsetti (e dos videos de Pierrick Sorin).
Não é a primeira vez que o Théâtre du Chatelet me permite passar uma noite inesquecível. Em dezembro tinha sido a comédia musical My Fair Lady. Em ambos os casos trata-se de reposições de produções que fizeram sucesso em anos anteriores. Mas isso eu não sabia antes de ver estes espetáculos. Paris 01.2014 Châtelet 4/5

SEMIRAMIDE (1823)

A OBRA (Rossini, 1823)
GÉNERO Melodramma tragico em dois actos COMPOSITOR Gioachino Rossini LIBRETO Gaetano Rossi, baseado na tragédia Sémiramis de Voltaire (1748) CRIAÇÃO Veneza, Teatro La Fenice 3.02.1823 CANTORES Isabella Colbran (Semiramide), Rosa Mariani (Arzace), Filippo Galli (Assur), John Sinclair (Idreno), Luciano Mariani (Oroés)

O ESPETÁCULO (TCE, 2025)
Karine Deshayes, Semiramide
Franco Fagioli, Arsace
Giorgi Manoshvili, Assur
Alasdair Kent, Idreno
Natalie Perez, Azema
Grigory Shkarupa, Oroe
Jérémy Florent, Mitrane
Valentina Peleggi, direção musical
Orchestre de l’Opéra Normandie Rouen
Coro Accentus, direção Karine Locatelli

BIBLIOTECA 
SÉMIRAMIS (1998)
Avant-Scène Opéra n°184
mai-juin 1998
BIBLIOTECA
Leituras 2025

GUILLAUME TELL (1829)

A OBRA

GÉNERO Ópera em em quatro actos COMPOSITOR Gioachino Rossini LIBRETO E. de Jouy CRIAÇÃO Paris 3.08.1829 Opéra CANTORES

O ESPETÁCULO (ROH, Publicis 2015) 


A última ópera de Rossini, Guillaume Tell (1829), é poucas vezes representada, apesar da fama nunca desmentida da sua abertura. Pela segunda vez, vejo no cinema uma transmissão em direto do Covent Garden, numa produção já histórica devido às cenas de nudez e de violência que fizeram muitos espetadores vaiarem as récitas nas últimas semanas. Aquilo que é moeda corrente no cinema, na ópera é recebido com histerismo. Talvez eu tenha assistido a uma versão soft, já que nem houve nudez integral. Nunca tinha ouvido nem ouvisto esta grande ópera de Rossini, feita ao desmesurado gosto francês (cerca de quatro horas), com libreto em francês, baseado na lenda de Guilherme Tell filtrada por Schiller. Mas gostei bastante da ópera e, quanto a esta produção, gostei particularmente dos dois protagonistas masculinos; Gerald Finley (Guillaume Tell, barítono) e John Osborn (Arnold Melchthal, tenor). Paris julho? 2015 Cinema Publicis (Covent Garden) 4/5

Rossini Heroines (Cecilia Bartoli, 1992)

 
Rossini Heroines (1992)
Cecilia Bartoli, mezzo
Ion Marin & Teatro La Fenice
CD Decca 1992
DISCOTECA

L’ITALIANA IN ALGERI (1813)

A OBRA (Rossini, 1813)
Dramma giocoso em dois actos (16 números) COMPOSITOR Gioachino Rossini LIBRETO Angelo Anelli CRIAÇÃO Veneza 22.05.1813 Teatro San Benedetto CANTORES Isabelle, Lindoro, Mustafà, Taddeo, Haly, Zulma, Elvira

Árias famosas:
Cavatina de Isabella "Cruda sorte" n°4
Cavatina de Lindoro "Languir per una bella" n°2
Rondo de Isabella "Pensa alla patria" n°15

O ESPETÁCULO (TCE, 2025)

ARTISTAS
Marie-Nicole Lemieux, Isabella
Levy Sekgapane, Lindoro
Nahuel Di Pierro,Mustafa
Mikhail Timoshenko, Taddeo
Alejandro Baliñas Vieites, Haly
Eléonore Pancrazi, Zulma
Manon Morandis, Elvira

Julien Chauvin, direção musical
Le Concert de La Loge
Chœur Fiat Cantus

DISCOTECA 2

Carlo Maria Giulini (1954)
Coro e Orquestra do Scala de Milão
CD Les indispensables de Diapason nº168, mai 2024
DISCOTECA

CD?? DISCOTECA 

Gary Bertini, Dresden Statskapelle, Dresde 1978

VOZES Lucia Valentini-Terrani, Ugo Benelli, Sesto Bruscantini, Enzo Dara, Norma Palacius-Rossi, Gigliola Caputi, Alfredo Mariotti

BIBLIOTECA 1

L'ITALIENNE À ALGER
L' Avant-scène Opéra nº 157
janvier-février 1994
BIBLIOTECA
Leituras, junho 2025

Biblioteca ROSSINI

ROSSINI MODE D'EMPLOI (2020)
Ensaio de Chantal Cazaux
Premières Loges ASO 2020
BIBLIOTECA F

ROSSINI (2012)
Autores: Jean e Jean-Philippe Thiellay
Actes Sud Classica 2012
BIBLIOTECA P

Esta monografia sobre Rossini é muito interessante. Não é apenas Rossini que é biografado, mas também a sua obra. Os autores do livro dão a devida importância ao que tem acontecido à obra de Rossini durante a vida e depois da morte deste. Devido às condições em que as óperas de Rossini foram criadas (compostas e encenadas) em vida do compositor, nem sempre foram defendidas da melhor forma pelas gerações seguintes. Foi necessário o talento de muitos intérpretes (cantores, maestros) e de estudiosos para renovar a interpretação de Rossini e assim confirmar-lhe o génio junto dos fãs de ópera. Muito bom. Vila do Conde 12.2016 4,5/5
ROSSINI (1992)
Autor: Damien Colas
Découvertes Gallimard n°149
1°edição 1992

IL VIAGGIO A REIMS (1825)

A OBRA (Rossini, 1825)

GÉNERO Dramma giocoso em um acto COMPOSITOR Gioachino Rossini LIBRETO I. Balocchi CRIAÇÃO Paris 19.06.1825 Théâtre-Italien



DISCOTECA (1)

IL VIAGGIO A REIMS (1983)
Claudi Abbado
DISCOTECA 

IL TURCO IN ITALIA (1814)

A OBRA (Rossini, 1814)
GÉNERO Dramma buffo em dois actos COMPOSITOR Gioachino Rossini LIBRETO F. Romani CRIAÇÃO Milão 14.08.1814 Scala

DISCOTECA (1)

IL TURCO IN ITALIA (1998)
Riccardo Chailly
DISCOTECA

Rossini Arias (Julia Lezhneva, 2011)

Rossini Arias (2011)
Julia Lezhneva, soprano 
Marc Minkowski, Sinfonia Varsovia
CD Digipak Naïve 2011
DISCOTECA

Arie Rossini (Lucia Valentini Terrani, 1982)

ARIE ROSSINI (1982)
Alberto Zedda, OS di Torino
CD Fonit Cetra 1992 (orig. 1982)
DISCOTECA 

LA CENERENTOLA

DISCOTECA vinil???

LA CENERENTOLA (1995) 
Campanella, Bartoli, Dara, Giménez, Corbelli, Pertusi
DVD Decca 1996
DVDTECA


BIBLIOTECA (2)

La Cenerentola (Opera Guide, 1980)
Opera Guide n°1 (1980)
BIBLIOTECA


La Cenerentola (1996)
Programme Opéra National de Paris
Maio de 1996
BIBLIOTECA
Leitura Paris 2023


Ruggero RAIMONDI

CHANTE TOSTI, BROGI, DENZA, ROTOLI (1985)
Claudio Scimone & I Solisti Veneti
LP Vinil Gatefold Erato 1985
DISCOTECA

AIRS D'OPÉRAS ITALIENS
Rossini & Verdi
Compilação de gravações para integrais
K7 Cassete EMI Classics s/d
Texto de Serge Segalini
DISCOTECA