DIVINES DIVAS (1993)
Autor: André Segond
Découvertes Gallimard 1993
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Divines Divas é uma história abreviada do reinado das divas no mundo lírico. O termo "diva" surgiu para designar as adoradas cantoras de óperas e só mais tarde viria também a referir-se às atrizes de cinema. Mas antes das divas, houve os divos, os castrati, que reinaram no coração dos aficionados de ópera durante os dois primeiros séculos de existência desta, os séculos XVII e XVIII. Neste período, as mulheres não podiam subir ao palco, no teatro e na ópera, por isso os castrati representavam papéis femininos. Assim que a diva se apoderou das preferências do público, nunca deixou de estar no centro das atenções e das exigências que decorriam da sua fama. O período do romantismo foi aquele em que os compositores mais heroínas criaram para permitirem brilhar as suas cantoras de eleição. No final do século XIX, sobretudo com Verdi e Wagner, os tenores ganharam um protagonismo inédito até essa data. Mas Puccini e Strauss vieram a seguir repor a supremacia feminina nos libretos líricos.
No século XX, a maior diva de todas foi a Callas, cuja fama era apenas comparável às estrelas de cinema. Domingo, Pavarotti e o fenómenos dos Três Tenores marcaram a mediatização da ópera no final do século XX e dessa forma ofuscaram a predominância feminina nos espetáculos líricos.
Na mesma semana li dois livros assinados por André Segond, especialista na literatura sobre ópera. Quando estava a ler o segundo (a biografia de Ernest Reyer), é que me apercebi de que se tratava do mesmo autor de Divines Divas. Há cada coincidência... Leitura 2014 Paris 4/5




