A obra que vale a Boieldieu a sua fama atual é a opéra-comique La Dame blanche, uma obra de um romantismo quase escolar. Tem até um palácio assombrado pelo fantasma da mulher de branco e um herdeiro desaparecido há muito que aparece para o feliz desenlace da trama e é reconhecido por uma velha governanta. Lugares-comuns de tantas obras do romantismo da época de Walter Scott (as suas obras Le Monastère e Guy Mannering estão na origem de La Dame Blanche). A música de Boieldieu também não tem a excelência do seu contemporâneo e rival Rossini. Mas o espetáculo a que assisti acaba por ser maravilhoso, por todas as suas componentes. Há duas ou três canções que ficam no ouvido e que lembram a tradição dos troubadours. Nem o teatro nem a música são excecionais mas ambos, no contexto de uma boa produção, com bons intérpretes, garantem um bom espetáculo, como o que vi há dias. Paris 03.2020 Opéra-Comique 3,5/5
Direction musicale de Julien Leroy, Mise en scène de Pauline Bureau, com Philippe Talbot, Elsa Benoit, Sophie Marin-Degor, Jérôme Boutillier, Aude Extrémo, Yann Beuron, Yoann Dubruque. Choeur Les éléments, Orchestre National d’Île-de-France
