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Le Postillon de Lonjumeau (Adam, 1836)

Le Postillon de Lonjumeau de Adam foi criado na Opéra-Comique em 1836, reposto muitas vezes nesse século, exportado com sucesso e depois... desapareceu dos teatros. Em boa hora a Opéra-Comique repôs a obra em março passado, com Michael Spyres (Chapelou), Florie Valiquette (Madeleine) e Franck Leguérinel (marquis de Corcy) nos principais papéis. Chapelou casa-se com Madeleine mas no próprio dia de casamento é aliciado a ir para Paris fazer carreira (e muito dinheiro) como cantor de ópera. Abandonada, a mulher vai vingar-se fazendo-o apaixonar-se e casar-se novamente com ela (que lhe aparece como sendo uma outra pessoa). Cometem um crime segundo a lei da época (século 18). Mas tudo acaba bem como era expectável nas opéras comiques. A produção a que assisti, com direção musical de Sébastien Rouland e mise en scène de Michel Fau, é excelente. Percebe-se por que a obra não é frequentemente encenada nos teatros, não se percebe por que quase desapareceu deles. Paris 04.2019 Opéra-Comique 3,5/5