Que surpresa esta encenação de Il re pastore de Mozart! O teatro do Châtelet reserva-nos regularmente boas surpresas. A opera seria de Mozart, com libreto de Pietro Metastasio, anda à volta de pastores e reis, mas nesta produção original tudo se passa no futuro espacial da Galáxia Hebdo (!). É um Mozart mixado, pois sons próprios dos jogos de vídeo interagem com a música do compositor setecentista. O efeito é cómico e acentua a leveza deste divertimento mozartiano, assistido aliás por muitas crianças. Para além dos "barulhinhos bons" (dixit Marisa Monte) temos direito ao vídeo e a efeitos de três dimensões, para além da participação brilhante de acrobatas. Mas a gente vai à ópera para ouvir a música e o segundo acto, em particular, tem belíssimas árias, defendidas por excelentes cantores. Entre eles a portuguesa Raquel Camarinha (na foto) que ganhou uma ovação merecida. É raro encontrar um nome português no mundo internacional da ópera, mas Raquel Camarinha tem participado noutras produções do Châtelet e com sucesso. Aqui fica a nota patriótica. Paris 01.2015 Châtelet 3/5
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Raquel CAMARINHA
Programa:
Schumann, Konig
Leonard Cohen, Dance me to end of love
Benjamin Attahir, Este foi o ano
Thomas Adès, Life Story (T. Williams)
Fauré, Après un rêve
Debussy, Apparition
Barber, Sure...
Schumann, Maine Rose
Alain Oulman, Meu amor
Bernstein, Somewhere
Hahn, A Chloris
Gershwin, The Man I Love
Tom Jobim, Luiza
Poulenc, C'est ainsi que tu es
Ravel, L'indifférent
Delage, Un Sapin isolé
Mahler, Erinnerug
Piazzola, Yo soy María
Kurt Weill, The Saga of Jennie
A soprano Raquel Camarinha, com o pianista Yoan Héreau e o Quarteto Verazin, apresentou uma antologia exemplar da música vocal e instrumental francesa inspirada por Paul Verlaine. Para além do Quarteto de cordas Op. 10, de Debussy, foram apresentadas mélodies de Fauré (Clair de lune, La Bonne chanson), Hahn (L'heure exquise), Debussy (Fantoches). PV 2017: 4/5
L'ELISIR D'AMORE (1832)
A OBRA (Donizetti, 1832)
O ESPETÁCULO (Bastille, 2021)
Elisir d’amore
Opéra Bastille 2021
Uma ópera de Donizetti na Póvoa! Quem diria? Em versão de concerto, mas interessante do princípio ao fim. Devia recorrer-se mais, muito mais, às versões de concerto em Portugal porque o conhecimento desta arte entre nós é escandalosamente reduzido. Estou habituado a ver também peças de teatro com um mínimo de adereços mas isso nada afecta a fruição da obra. A soprano Raquel Camarinha é o centro desta produção e ainda há poucos anos protagonizou neste mesmo teatro a Voix Humaine, de Poulenc. Que continue a vir cá é o que eu desejo... PV 08.2021 Garrett 4/5
Os amores difíceis de Nemorino e Adina, que um elixir mágico (mas falso) vai unir. O momento alto, de longe o mais aplaudido, foi Una furtiva lagrima, cantado por Vittorio Grigolo. Paris 11.2018 Opéra Bastille 4/5
L'Elisir d'Amore, de Gaetano Donizetti, libreto de Felice Romani Opéra National de Paris, mise en scène de Laurent Pelly, com Vittorio Grigolo (Nemorino), Lisette Oropesa (Adina), Gabriele Viviani (Docteur Dulcamara), Bastille 25/11/18
L'Elisir d'Amore, de Gaetano Donizetti, libreto de Felice Romani Opéra National de Paris, mise en scène de Laurent Pelly, com Vittorio Grigolo (Nemorino), Lisette Oropesa (Adina), Gabriele Viviani (Docteur Dulcamara), Bastille 25/11/18
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