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La vie brève, L'amour sorcier (Manuel de Falla, 1997)

La vie brève, L'amour sorcier (Manuel de Falla, 1997)
Avant-Scène Opéra nº 177 (1997)
BIBLIOTECA

Cavalleria Rusticana & Paillasse Ópera L' Avant-scène

Cavalleria Rusticana & Paillasse
Ópera L' Avant-scène
BIBLIOTECA

Rusalka (ASO, 2001)

Rusalka
L' Avant-scène opera,
BIBLIOTECA F
Leituras 2026

Rusalka/Dvorak (AVO, 2001)

Ópera L' Avant-scène n° 2005
2001
BIBLIOTECA 
Qual capa?



GUERCOEUR (Magnard, 1931)

GUERCOEUR (Magnard, 1931)
L' Avant-Scène nº 339, jan-fev 2024
BIBLIOTECA F


PAGLIACCI (1892)

A OBRA (Leoncavallo, 1892)


O ESPETÁCULO (Covent Garden, 2015)

PAGLIACCI
&
CAVALLERIA RUSTICANA

Pagliacci e Cavalleria Rusticana são duas óperas veristas, sendo o verismo a corrente que no final do século XIX trouxe um realismo cru às histórias e personagens das óperas. Tradicionalmente são apresentadas uma a seguir à outra podendo constituir mesmo, como é o caso desta produção da Royal Opera House, duas faces de um mesmo espetáculo. Foi uma das coisas boas desta produção. Algumas personagens passavam de uma ópera para a outra e Pagliacci era um espetáculo de teatro anunciado com cartazes durante a ação da Cavalleria.  Aliás, a temática das duas óperas é a mesma (a inspiração do libreto não é o forte destas óperas veristas): o adultério e a vingança do marido/amante enganado, que resulta numa morte com arma branca (em Carmen, de Bizet, que anuncia o verismo, já tínhamos visto tudo isto). Gostei de ver esta produção, mas é certo que nenhuma das óperas está entre as minhas preferidas. E penso que nem a história nem as personagens têm o carisma que encontro por exemplo em Puccini ou Verdi. Paris 12.2015 Cinema Publicis 4/5

CAVALLERIA RUSTICANA
& PAGLIACCI
Pretre (1981, DVD)
DVDTECA

MARIA STUARDA (1835)

Não conhecia de todo esta opera seria de Donizetti. Maria Stuarda é um duelo entre duas rainhas, Elizabeth e Mary Stuart e se o libreto não é nenhuma obra-prima, quando há cantoras à altura das proezas vocais exigidas pela partitura, então temos garantida uma grande noite de ópera. Foi o que aconteceu com esta produção. Duas sopranos que arrancaram aplausos e bravos e fizeram esquecer a problemática encenação. Paris 06.2015 Théâtre des Champs-Elysées 4/5
MARIA STUARDA/Donizetti
L'Avant-scène Opéra nº 225 (2004)
DISCOTECA F



ORPHÉE ET EURYDICE

Orphée et Eurydice é uma ópera curta mas rica em melodias inesquecíveis cantadas pelos protagonistas (sobretudo Orfeo) e pelo coro. Sem dúvida uma das óperas com mais páginas interessantes escritas para coro. Orfeo, de Gluck, tem felizmente várias versões (em italiano e em francês, nomeadamente) e foi escolhida para esta produção da Opéra-Comique a versão de Hector Berlioz (1859). O elenco é o elemento mais notável da produção: Marianne Crebassa (Orphée), Hélèle Guilmette (Eurydice) e Lea Desandre (Amour). Paris 10.2018 Opéra-Comique 4/5 
Raphaël Pichon (direção musical) 
& 
Ensemble Pygmalion (orquestra e coro)
Aurélien Bory (mise en scène)

ORPHÉE
Avant-Scène Opéra n° 192
sept-oct 1999
BIBLIOTECA F

SEMIRAMIDE (1823)

A OBRA (Rossini, 1823)
GÉNERO Melodramma tragico em dois actos COMPOSITOR Gioachino Rossini LIBRETO Gaetano Rossi, baseado na tragédia Sémiramis de Voltaire (1748) CRIAÇÃO Veneza, Teatro La Fenice 3.02.1823 CANTORES Isabella Colbran (Semiramide), Rosa Mariani (Arzace), Filippo Galli (Assur), John Sinclair (Idreno), Luciano Mariani (Oroés)

O ESPETÁCULO (TCE, 2025)
Karine Deshayes, Semiramide
Franco Fagioli, Arsace
Giorgi Manoshvili, Assur
Alasdair Kent, Idreno
Natalie Perez, Azema
Grigory Shkarupa, Oroe
Jérémy Florent, Mitrane
Valentina Peleggi, direção musical
Orchestre de l’Opéra Normandie Rouen
Coro Accentus, direção Karine Locatelli

BIBLIOTECA 
SÉMIRAMIS (1998)
Avant-Scène Opéra n°184
mai-juin 1998
BIBLIOTECA
Leituras 2025

MACBETH (Verdi)

Erich Leinsdorf, MET Orchestra 1959
Les indispensables Diapason janvier 2026
DISCOTECA

Macbeth(1) Abbado/1976   


MACBETH (1987)
INTÉRPRETES Shirley Verrett, Leo Nucci, Samuel Ramey, Antonio Barasorda, Veriano Luchetti DIRETOR Riccardo Chailly, Orchestra e Coro del Teatro Comunale di Bologna  REALIZAÇÃO Claude D'Anna  GRAVAÇÃO Château Fort de Bouillon, 1987  DVDTECA DVD D.G. 2007

Macbeth, ASO n°40 mars-avril 1982
BIBLIOTECA P


Macbeth (1998)

Programme ONP 1998

BIBLIOTECA 


BORIS GODUNOV (1869)

A OBRA (Mussorgski, 1869)

O ESPETÁCULO (Bastille, 2018)

Boris Godounov é uma das obras mais representativas da Arte russa. Talvez seja mesmo a ópera mais amada dos russos. Trata de um Tsar do século 16, Boris Godounov, sobre o qual corria o boato de ter assassinado uma criança para chegar ao trono. A ópera centra-se no drama íntimo de Boris, atormentado pelo crime que talvez nunca cometera ou cometeu e reprimiu no inconsciente. Foi a primeira vez que vi ou ouvi esta ópera e gostei muito, mas é preciso ouvi-la várias vezes para gostar a sério desta obra. Esperava algo de mais faustoso e de um Boris velho e cansado (como se vê nas fotos de Christoff e Ghiaurov, que marcaram o papel no século XX). Mas o encenador Ivo van Hove escolheu um cenário moderno e minimalista onde domina uma escadaria no centro, que desce para baixo da terra. O poder, mesmo absoluto, é frágil, e pode facilmente ir-se abaixo. Assim acontece com Boris, o Tsar. Para o interpretar Idar Abdrazakov é a boa opão. Jovem e bem parecido, estreia-se agora neste papel mítico e só poderá melhorar com a experiência. O papel exige amadurecimento do cantor, que permita exprimir os dilemas interirores do personagem. Paris 06.2018 Bastille/cinema 4/5
Boris Godunov (Mussorgsky)
versão original de 1869
Ivo van Hove (encenação)
Vladimir Jurowski (direção musical)
com
ldar Abdrazakov (Boris)
Evdokia Malevskaya (Fiodor)
Ruzan Mantashyan (Xénia)
Maxim Paster (Chouïsky)
Boris Pinkhasovich (Chtchelkalov)
Mikhail Timoshenko (Mitioukha)
Ain Anger (Pimène), Dmitry Golovnin (Grigori)
Elena Manistina (aubergiste)

DISCOTECA (3)

 Ansermet1948

Karajan/1970*

Rostropovitch/1987
   CD-Livro WARNER “OPERA COLLECTION” 1996
DISCOTECA

DVDTECA 
BORIS GODUNOV (1990) ENCENAÇÃO Andrei Tarkovsky INTÉRPRETES Robert Lloyd (Boris), Alexei Steblianko (False Dmitri), Alexander Morosov (Pimen), Olga Borodina (Marina), Sergei Leiferkus (Rangoni), Yevgeny Boitsov (Shuisky), Vladimir Ognovenko (Varlaam) DIREÇÃOValery Gergiev  GRAVAÇÃO Mariinsky Theatre, St Petersburg 1990 DVDTECA DVD Philips 1993


BIBLIOTECA (2)

ASO27-28

ONP2002

THE TURN OF THE SCREW

 
 Britten: Owen Wingrave & The Turn of the Screw (1996)
L'Avant-scène Opéra nº 173 (1996)
BIBLIOTECA

GRISÉLIDIS

GRISÉLIDIS
BIBLIOTECA

GRISÉLIDIS
NT


LA FANCIULLA DEL WEST (1904)

La Fanciulla del West é uma ópera de Puccini muito pouco representada nos teatros mas com todas as qualidades das grandes óperas do compositor, não contendo porém árias famosas que costumam justificar por si só a encenação da ópera completa. O Scala de Milão resolveu apresentar a ópera neste mês de Maio e retransmiti-la em direto e em diferido através dos cinemas. La Fanciulla repete o esquema de Tosca pois em ambas há uma história de paixão e ciúme envolvendo uma mulher e dois homens. Mas enquanto Tosca se suicida no final, Minnie (la Fanciulla) pede o sacrifício da sede de sangue dos rudes amigos mineiros para recomeçar a vida e ser feliz. Um final à Hollywood. Adorei esta ópera do meu compositor preferido. Paris 05.2016 Scala de Milão 4/5

DISCOTECA:

Puccini The Great Opera Collection (2008)
Box Decca Classics 2008
DISCOTECA P

La Bohème, Tosca, Madama Butterfly, 
Manon Lescaut, La Fanciulla Del West, Turandot,
Il Trittico

La Fanciulla del West (1958)
Capuana/1958
DISCOTECA

BIBLIOTECA:

La Fanciulla del West (1910)
L' Avant-scène nº 165, mai-juin 2004
BIBLIOTECA

Pietro MASCAGNI

A OBRA: Cavalleria Rusticana COMPOSITOR: Pietro Mascagni

O ESPETÁCULO (Covent Garden, 2015)

PAGLIACCI
&
CAVALLERIA RUSTICANA

Pagliacci e Cavalleria Rusticana são duas óperas veristas, sendo o verismo a corrente que no final do século XIX trouxe um realismo cru às histórias e personagens das óperas. Tradicionalmente são apresentadas uma a seguir à outra podendo constituir mesmo, como é o caso desta produção da Royal Opera House, duas faces de um mesmo espetáculo. Foi uma das coisas boas desta produção. Algumas personagens passavam de uma ópera para a outra e Pagliacci era um espetáculo de teatro anunciado com cartazes durante a ação da Cavalleria.  Aliás, a temática das duas óperas é a mesma (a inspiração do libreto não é o forte destas óperas veristas): o adultério e a vingança do marido/amante enganado, que resulta numa morte com arma branca (em Carmen, de Bizet, que anuncia o verismo, já tínhamos visto tudo isto). Gostei de ver esta produção, mas é certo que nenhuma das óperas está entre as minhas preferidas. E penso que nem a história nem as personagens têm o carisma que encontro por exemplo em Puccini ou Verdi. Paris 12.2015 Cinema Publicis 4/5

CAVALLERIA RUSTICANA
Semyon Bychkov & Orchestre de Paris
CD Box de cartão Philips 1991
BIBLIOTECA P
CAVALLERIA RUSTICANA
Alexander Rahbari 1992 (Naxos)
BIBLIOTECA
CAVALLERIA RUSTICANA
Sinopoli/1989
BIBLIOTECA
CAVALLERIA RUSTICANA
Pretre (1981, DVD)
BIBLIOTECA

CAVALLERIA RUSTICANA
Herbert von Karajan 1966
BIBLIOTECA

Cavalleria Rusticana & Paillasse
Ópera L' Avant-scène
BIBLIOTECA

LA FILLE DU RÉGIMENT


O ESPETÁCULO (Paris, 2024)
Mise en scène et costumes: Laurent Pelly, Décors: Chantal Thomas, Dialogues: Agathe Mélinand, Chorégraphie: Laura Scozzi
INTÉRPRETES:  Marie/Julie Fuchs, Tonio/Lawrence Brownlee, Sulpice/Lionel Lhote, La Marquise de Berkenfield/Susan Graham, La Duchesse de Crakentorp/Felicity Lott, Hortensius/Florent Mbia, Un paysan/Cyrille Lovighi, Le caporal/Mikhail Silantev
Chœur et Orchestre de l’Opéra National de Paris
Cheffe des chœurs: Ching-Lien Wu
Direction musicale: Evelino Pido

Um espetáculo divertido, cheio de charme, e com protagonistas de alto nível: Julie Fuchs e Lawrence Brownlee. Os números de grupo são excelentes. Donizetti compôs uma opéra comique que se impôs entre as melhores do género especificamente francês. Paris 16.11.2024 Bastille
O ESPETÁCULO (Paris, 2023)
Paris: Théâtre des Champs Elysées, 3.04.2023


BIBLIOTECA:

Opéra National de Paris, novembre 2024
Leituras 2024

Synopsis & personnages
Repères
À propos de la réecriture des dialogues, por Agathe Mélinand
Paroles de Verdun, por Édouard Coeurdevey
Donizetti et la France, por Damien Colas Gallet
Voyage au bout de la nuit, por Louis-Ferdinand Céline
La Fille en proie au chauvinisme, por Stella Rollet
Ubu Roi, por Alfred Jarry
La condition des femmes dnas l'armée napoléonienne,
por Alain Pigeard
Livret

Donizetti, 1840
L'Avant-scène nº 179, sept-oct 1997
BIBLIOTECA
Leitura, abril de 2023

FIDELIO (Beethoven, 1805)

A rentré da Opéra Comique deu-se com esta boa produção de Fidelio, a única ópera de Beethoven. Grande destaque é Michael Spyres, bem conhecido do público desta casa. Paris 2021 Ópera Comique 3,5/5

Raphaël Pichon, direção musical, Cyril Testé, encenação, com Siobhan Stagg e Michael Spyres, Chœur et orchestre Pygmalion, Opéra-Comique 11.2021

O ESPETÁCULO (TCE, 2020)

Nina Stemme
Fidelio é a única ópera de Beethoven e quando começamos a ouvi-la reconhecemos logo a marca da música sinfónica do compositor. Na verdade, é uma ópera que me interessa mais pela sua qualidade instrumental do que pelo canto. Precisamente o contrário aconteceu com La Dame Blanche, de Boildieu, que vi no dia seguinte, que me interessou sobretudo pelo (bel) canto, enquanto a componente instrumental é desinteressante. Com Beethoven, não há tempos amenos, tudo é superior. Paris 02.2020 Théâtre des Champs-Élysées 4/5
Thomas Dausgaard & Swedish Chamber Orchestra/Swedish Radio Choir, com Nina Stemme (Leonore), Johan Schinkler (Rocco), John Lundgren (Pizarro), Malin Christensson (Marzelline), Michael Weinius (Florestan), Daniel Johannsen (Jaquino) e Karl-Magnus Fredriksson (Don Fernando).


O ESPETÁCULO (TCE, 2018)

 
FIDELIO (TCE, 2018)
Finalmente descubro a única ópera de Beethoven: Fidelio! Em versão de concerto no Théâtre des Champs-Élysées. Uma história do romantismo de escola: uma mulher apaixonada disfarça-se de homem para poder ver o marido que está preso e prestes a ser morto pelo seu inimigo e responsável da sua prisão. Grandes vozes (sobretudo Michael Spyres) asseguraram uma excelente representação. Paris 11.2018 (TCE) 4/5
Giovanni Antonini dirige Kammerorchester & Basler Madrigalisten
Com 
Adrianne Pieczonka (Leonore)
Albert Dohmen (Rocco) 
Sebastian Holecek (Pizarro)
Regula Mühlemann (Marzelline)
Michael Spyres (Florestan)
Patrick Grahl (Jaquino) 
Matthias Winckhler (Don Fernando)

DISCOTECA (2)
Maazel/1964* 
Harnoncourt/ext    

BIBLIOTECA (1)
FIDELIO
L' Avant-Scène nº 164 mars-avril 1995
DISCOTECA

NT


LE NOZZE DI FIGARO (1786)

A OBRA (Mozart, 1786)

O ESPETÁCULO (Garnier, 2022)
Paris 15.12.2025 Palais Garnier 

O ESPETÁCULO (Garnier, 2022)

Opéra de Paris, Palais Garnier, 30 de novembro de 2022

CRÍTICA DE FORUM OPÉRA:

Au théâtre ce soir ? Stendhal aura su exprimer avec une indépassable évidence ce que chacun peut ressentir au fond de soi lorsqu’il écoute Mozart, et particulièrement les Noces de Figaro : « un mélange sublime d’esprit et de mélancolie, tel qu’il ne s’en trouve pas un second exemple. » De cet équilibre entre la comédie et le drame, entre le drôle et le grave, les metteurs en scène, depuis maintenant deux ou trois décennies, font souvent pencher la balance vers le plus sombre. Telle n’est pas la volonté de Netia Jones, qui insiste, dans ses notes d’intention reproduites dans le programme, sur la drôlerie de la pièce de Beaumarchais, que le livret de Da Ponte et la partition de Mozart ont voulu sublimer. Qui voudrait voir, dans ce retour proclamé aux racines théâtrales et à la nature comique de l’œuvre, l’annonce d’un spectacle virevoltant et virtuose pourrait néanmoins s’exposer à quelques désillusions. A priori, transposer l’action dans les coulisses d’un théâtre pendant les répétitions de la pièce de Beaumarchais n’avait pourtant rien d’un contresens : coiffeur et perruquier (profession somme toute assez voisine de celle barbier, qu’il exerça dans une autre vie …), Figaro s’apprête à convoler avec Susanna, la couturière, mais se heurte aux agissements libidineux d’un acteur poursuivant de ses assiduités toutes les femmes qui ont le malheur de passer devant sa loge. Actrice, elle aussi, la Comtesse Almaviva dissipe son ennui en collectionnant les bouquets de fleurs, tandis qu’on ne sait pas vraiment qui est Chérubin, mais un ado reste un ado, donc va pour le survêtement rouge et la casquette. Si le théâtre dans le théâtre n’a rien de très novateur, il bénéficie en l’espèce d’une scénographie chic à la Robert Carsen, autre grand amateur du procédé. Le problème, c’est qu’une fois le concept posé, il convient de le faire vivre. Or, c’est la vie qui manque ici. Alors que le vaste plateau de Garnier doit se contenter, pour son remplissage, des tics habituels que l’on retrouve aujourd’hui dans trois mises en scène sur quatre (doubles des personnages en projections vidéo, effeuillage régulier des protagonistes, etc.), l’inexplicable absence de direction d’acteur menace – un comble ! – de faire retomber jusqu’aux quiproquos les plus payants. Pas de huées aux saluts, car au fond tout cela reste élégant ; il n’empêche que nous quittons notre siège sans être certain que Netia Jones savait ce qu’elle voulait vraiment nous dire avec cette nouvelle production.  

Souvent condamnés à l’immobilité, les chanteurs ne peuvent compter que sur leur propre charisme pour faire vivre leurs personnages. A ce petit jeu, Peter Mattei a des atouts vainqueurs : on pourrait entendre ce Comte encore cent fois sans se lasser une seconde de son extraordinaire magnétisme. Le crémeux inaltéré de la voix achève un portrait toujours aussi convaincant. Et puis Lea Desandre… « Voi che sapete » a beau avoir été interprété par toutes les chanteuses du monde, seule une petite poignée d’artistes a su dessiner un Cherubino totalement abouti. Il y a eu le raffinement de Sena Jurinac, la fraîcheur de la jeune Christa Ludwig, la sensibilité de Frederica von Stade. Aujourd’hui, il y a Lea Desandre, timbre d’ambre et engagement total qui font palpiter la moindre phrase. Luca Pisaroni demeure, en Figaro, une référence. Arrivé en castrophe pour remplacer Adam Palka (lui-même appelé en remplacement d’Ildebrando d’Arcangelo), il faut mettre sur le compte de ces circonstances inhabituelles les quelques décalages et les aigus blanchis entendus en début de soirée, tant il fait mieux que se rattraper par la suite, appuyé sur un instrument percutant et une incarnation toujours aussi forte. Anna El-Kashem, elle aussi remplaçante (de Ying Fang), pourrait évoquer, avec sa voix claire et son vibrato juvénile, un souvenir de Barbara Bonney ; mais le volume paraît bien confidentiel. La projection pose aussi quelques problèmes à Maria Bengtsson, pas toujours audible dans des ensembles, émouvante cependant dans un « Dove sono » sur le fil. Parmi des seconds rôles où l’on retient la jolie Barbarina de Kseniia Proshina et le Bartolo hargneux de James Creswell, Dorothea Röschmann fait une Marcellina de luxe, apportant à chaque réplique une connaissance intime, presque organique, de la ligne mozartienne.  

Pour sa deuxième et dernière production de la saison, Gustavo Dudamel confirme son entente avec les musiciens de l’Opéra de Paris, nonobstant quelques décalages qui devraient se corriger d’eux-mêmes au fur et à mesure des représentations : sa direction les met en valeur à chaque instant, souligne mille détails, des sourires échangés par le hautbois et le basson dans « Sull’aria » aux grognements des cordes dans « Aprite un po’ quegli occhi », et veille les poings serrés à la progression dramatique, admirable dans le final du II. Les apports des lectures sur instruments d’époque sont bien loins ; pourtant, tout cela s’anime, respire, vit – le théâtre, ce soir, se trouvait dans la fosse !

Clément Taillia


O ESPETÁCULO (Publicis, 2015)

Le Nozze di Figaro é uma daquelas obras que a gente vê, revê e volta a ver a vida inteira sem cansar. Nada se assemelha às operas de Mozart, tocadas pela graça e pelo humor expressos pelas notas geniais do compositor. Os encenadores e os intérpretes (não apenas cantores) podem sublimar a obra de Mozart mas acaba por ser a música o cerne de todo o prazer que os espectadores têm ao ver encenadas as suas obras. Esta produção de David McVicar para o Covent Garden data de 2006 e tornou-se popular, com várias reposições ao longo dos anos. Vi uma dessas reposições, a de 2010, no próprio Covent Garden (com David Syrus à frente da orquestra) e agora volto a ver outro revival em transmissão direta para as salas de cinema (o maestro desta vez é Ivor Bolton). Segundo as minhas notas (a memória não vai lá...) vi pela primeira vez Le Nozze di Figaro no Coliseu do Porto em 2002 e igualmente em Paris, na Bastille, em 2011 (encenada por Giorgio Strehler). Portanto é uma das óperas que melhor conheço e cujo reencontro é sempre um acontecimento. Fico sempre extasiado perante os números de grupo, com aquela desarmonia e harmonia das vozes de que Mozart tinha o segredo, sem desprimor para as árias de uma só personagem, como as maravilhosas e imortais árias de Cherubino (Non Più Andrai" e "Voi, che sapete che cosa é amor") e a de Figaro ("Non più andrai"). Bem, isso são pormenores sem importância perante tamanha obra musical, tamanha obra de arte. Paris 10.2015 Cinéma Publicis 5/5

DISCOTECA 6:

Karl Bohm 1968
Coffret LP Vinil D.G
DISCOTECA

Giulini/1961 (Diapason)

Solti/1981*

Ostman/1988exc

Haitink/1994(DVD) 


Erich Kleiber/1955

CD Le Monde
DISCOTECA


BIBLIOTECA:

L'Avant-Scène Opéra n° 135-136
Edição de 1999 (original é de 1990)
BIBLIOTECA

TURANDOT (1926)

A OBRA (Puccini)

O ESPETÁCULO (Bastille, 2023)

Ópera de G. Puccini
Paris, novembre de 2023 Bastille 4.5/5

DVDTECA:
James Levine & MET 1988
DVDTECA


DISCOTECA:

Puccini The Great Opera Collection (2008)
Box Decca Classics 2008
DISCOTECA P

La Bohème, Tosca, Madama Butterfly, 
Manon Lescaut, La Fanciulla Del West, Turandot,
Il Trittico

Erede/1955 DISCOTECA

Mehta/1972*DISCOTECA



BIBLIOTECA:
Turandot (Puccini, 1926)
L' Avant-scène nº 220, mai-juin 2004
BIBLIOTECA

L’ITALIANA IN ALGERI (1813)

A OBRA (Rossini, 1813)
Dramma giocoso em dois actos (16 números) COMPOSITOR Gioachino Rossini LIBRETO Angelo Anelli CRIAÇÃO Veneza 22.05.1813 Teatro San Benedetto CANTORES Isabelle, Lindoro, Mustafà, Taddeo, Haly, Zulma, Elvira

Árias famosas:
Cavatina de Isabella "Cruda sorte" n°4
Cavatina de Lindoro "Languir per una bella" n°2
Rondo de Isabella "Pensa alla patria" n°15

O ESPETÁCULO (TCE, 2025)

ARTISTAS
Marie-Nicole Lemieux, Isabella
Levy Sekgapane, Lindoro
Nahuel Di Pierro,Mustafa
Mikhail Timoshenko, Taddeo
Alejandro Baliñas Vieites, Haly
Eléonore Pancrazi, Zulma
Manon Morandis, Elvira

Julien Chauvin, direção musical
Le Concert de La Loge
Chœur Fiat Cantus

DISCOTECA 2

Carlo Maria Giulini (1954)
Coro e Orquestra do Scala de Milão
CD Les indispensables de Diapason nº168, mai 2024
DISCOTECA

CD?? DISCOTECA 

Gary Bertini, Dresden Statskapelle, Dresde 1978

VOZES Lucia Valentini-Terrani, Ugo Benelli, Sesto Bruscantini, Enzo Dara, Norma Palacius-Rossi, Gigliola Caputi, Alfredo Mariotti

BIBLIOTECA 1

L'ITALIENNE À ALGER
L' Avant-scène Opéra nº 157
janvier-février 1994
BIBLIOTECA
Leituras, junho 2025