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TROUBLE IN TAHITI (1952)

Trouble in Tahiti é uma ópera breve (um único ato, menos de uma hora de duração) com música e libreto de Leonard Bernstein. Narra um dia na vida de um jovem casal, com um filho, mergulhados em plena crise sentimental. O amor desertou o quotidiano de Sam (Laurent Deleuil) e Dinah (Éléonore Pancrazi): ele refugia-se no trabalho, onde é um vencedor, ela nos filmes e nas sessões com o psicanalista. Nesse dia nenhum deles comparece na festa escolar do filho, ele preferiu o desporto com os amigos, ela o escape do cinema, onde vê o filme Trouble in Tahiti. O mais curioso é que foi em plena lua de mel que Bernstein concebeu este retrato de casal de subúrbio afogado nas suas ilusões de juventude... A produção que acabo de ver no Théâtre de l'Athénée é tão boa que não só me deu a conhecer esta ópera como me fez amá-la logo à primeira.
A abrir a noite foi apresentada Manga-café, em criação absoluta, uma ópera breve com um só ato com música e libreto de Pascal Zavaro. Totalmente contemporânea, pelo menos no argumento. Um jovem nerd, muito tímido, passa os dias nas redes sociais, e é estimulado pelos amigos internautas a marcar encontro com uma miúda. Não me imagino a ouvir esta ópera em casa, mesmo em vídeo (afirmação que generalizo a muitas óperas contemporâneas), mas como espetáculo cénico e musical esteve tudo muito bem. As duas óperas foram encenadas por Catherine Dune e contaram com o pequeno conjunto Les Apaches dirigidos por Julien Masmondet. Paris 06.2018 4/5
Catherine Dune
(encenação)
Julien Masmondet
(direção musical) 
& 
Ensemble Les Apaches
Os cantores
Éléonore Pancrazi 
Laurent Deleuil
Morgane Heyse
André Gass
Philippe Brocard

Powder Her Face (L'Athenée, 2021)

Finalmente vejo esta ópera contemporânea tão falada e aclamada de Adès. A protagonista é uma socialite britânica que ficou nos anais do gossip pelas suas aventuras sexuais. Um compositor francês nunca escolheria um assunto tão pop, por isso é que gosto dos anglo-saxónicos no que respeita à ópera de hoje. A Powder Her Face (1995)  que vi no Athénée é uma produção da Neue Oper Freiburg, teve direção musical de Jérôme Kuhn e mise en scène de Julien Chavaz. Atuou a Orchestre de chambre fribourgeois. Paris 09.2021 L'Athenée 4/5

Le Testament de tante Caroline (1932)

Le Testament de tante Caroline
(Albert Roussel, 1932)
A tia Carolina morre e deixa a fortuna em testamento a um sobrinho-neto que ainda está por aparecer...as sobrinhas apressam-se a engravidar para receberem aquilo que pensavam já estar garantido... Em pleno domínio da opera buffa, Roussel assina uma obra lírica saborosa que alguém teve a boa ideia de ressuscitar. Paris 06.2019 Théâtre de l'Athénée 3/5

Cupid & Death (Athénée, 2021)

Cupid & Death (Athénée, 2021)

Cupid & Death 2021, mask de James Shirley, Matthew Locke, Christopher Gibbons. Ensemble Correspondances, direção musical de Sébastien Daucé, mise en scène de Jos Houben, Emily Wilson, Athénée Théâtre Louis-Jouvet 2021