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La fille de neige (Snegourotchka, 1882)

La fille de neige (Snegourotchka, 1882) é uma ópera rara, mesmo sendo a preferida do compositor russo, Rimsky-Korsakov. Em Paris, pelo que li, foi apresentada na Opéra-Comique em 1908, no Théâtre des Champs-Elysées 1929 e agora na Bastille. Não sei se veio para ficar, mas não será por falta de qualidade desta nova produção. A encenação de Dmitri Tcherniakov é um encanto do princípio ao fim e a protagonista é uma nova estrela do universo lírico: Aida Garifullina. La fille de neige é, na verdade, filha do Gelo e da Primavera, e está condenada a desaparecer quando se apaixonar. De um conto tradicional russo, Rimsky-Korsakov escreveu uma ópera muito bela, com uma orquestração superior. Paris 04.2026 Bastille 4/5

IOLANTHE (1882)

Iolanthe é uma das Savoy operas de Gilbert & Sullivan. É uma fábula onde fadas e homens se unem para celebrar a união entre dois jovens, Iolanthe e Strephon, sendo este metade fada metade humano. Esta nova produção convenceu-me completamente do mérito do trabalho de Gilbert (book & lyrics) já que a música de Arthur Sullivan me tinha conquistado à primeira. Londres 02.2018 Coliseum 4/5
English National Opera
Timothy Henty (Direction) 
Cal McCrystal (Metteur en scène)
com
Samantha Price (Iolanthe)
Llio Evans (Celia) 
Ellie Laugharne (Phyllis) 
Joanne Appleby (Leila) 
Yvonne Howard (Queen of the Fairies) 
Andrew Shore (The Lord Chancellor) 
Ben Johnson (Earl Tolloller) 
Ben McAteer (Earl of Mountararat) 
Marcus Farnsworth (Strephon) 
Barnaby Rea (Private Willis)

THE MIKADO (Gilbert & Sullivan, 1885)

The Mikado (Gilbert & Sullivan, 1885)
Pouco a pouco vou conhecendo melhor o universo de Gilbert & Sullivan, que criaram as operetas inglesas mais duradouras e populares do seu tempo (como hoje os musicais). Mas não caíram no esquecimento, pois os melómanos reconhecem-lhes valor e em Inglaterra são regularmente apresentadas. O seu lugar natural é a English National Opera, onde vi agora The Mikado, um dos maiores sucessos de Gilbert & Sullivan. O espetáculo teve a direção musical de Chris Hopkins, encenação de Jonathan Miller, coreografia de Anthony van Laast, e contou com o seguinte elenco: John Tomlinson (The Mikado of Japan) Elgan Llŷr Thomas (Nanki-Poo) Richard Suart (Ko-Ko) Andrew Shore (Pooh-Bah) Ben McAteer (Pish-Tush) Soraya Mafi (Yum-Yum) Sioned Gwen Davies (Pitti-Sing) Yvonne Howard (Katisha). Londres 11.2019 London Coliseum 4/5 

The Pirates of Penzance (Gilbert & Sullivan, 1880)

Mike Leigh encena esta opereta de Gilbert & Sullivan, aos quais já tinha dedicado um excelente biopic. Divertida do príncipio ao fim, ainda assim menos interessante do que as óperas em geral. Em breve verei uma opereta de Offenbach. Poderei entao comparar dois (três) mestres da opereta da idade de ouro. Londres 02.2017 English National Opera 3/5

ALI-BABA (1887)

 
Ali-Baba (Charles Lecocq, 1887)
Um dupla estreia na minha vida de espectador: pela primeira vez assisti a uma opereta e pela primeira vez entrei no teatro Opéra Comique, um dos mais importantes teatros de Paris. Foi lá que se estrearam obras fundamentais da cultura francesa como Carmen (Bizet) e Pélleas et Melisande (Debussy). Ali-Baba foi criado em Bruxelas, que muito fez pela arte lírica francesa no seu apogeu, na viragem do século XIX para o século XX). Quase não existem representações contemporâneas desta opereta, por isso a sua programação na Opéra Comique faz todo o sentido. O espetáculo que ontem chegou ao fim faz justiça à fama da opereta como divertimento de bom gosto, fluente e de histórias simples. Durou quase três horas, mas não sentimos o tempo passar. Foi uma boa soirée. Paris 05.2014 Opéra-Comique 3/5

VILLI (1884)

A OBRA (Puccinii, 1884)

Teatto Dal Verme, 31.05.1884

Versão em 2 actos: Turim, 26.12.1884



DISCOGRAFIA 

Antia Hartig, Kang Wang, Boris Pinhasovich, Chor des Bayerischen Rundfunks, Münchner Rundfunkorchester, Ivan Repusic

LES CONTES D'HOFFMANN (1881)

O ESPETÁCULO (Opéra-Comique, 2025)
29.10.2025


O ESPETÁCULO (Bastille, 2023)
Ópera de Jacques Offenbach
Paris 2023 Bastille 4/5


Muita boa encenação de Robert Carsen para a obra-prima de Offenbach. Foi a primeira vez que vi esta ópera em cena. O primeiro ato é excelente, com o grande quadro de Olympia e a cena do bar, mas o segundo ato não chegou a interessar-me; a abertura e o final do terceiro ato são muito bons. Paris 11.2016 Bastille 4/5

DISCOTECA:
DISCOTECA
GRAVAÇÃO: 1948 INTÉRPRETES: André Cluytens, Orquestra e Coro da Opéra Comique de Paris CANTORES: Renée Doria, Raoul Jobin, Bourvil

Le Tribut de Zamora (1881)

Ópera de Charles Gounod
Livro-CD duplo Palazzetto Bru Zane 2018
(Falta o CD1)
DISCOTECA

OTELLO (1887)

A OBRA (Verdi, 1887)

O ESPETÁCULO (Bastille, 2019)
Não sou admirador da história de Otelo (Shakespeare) mas a ópera de Verdi é ótima. Há uma história política mas quase tudo se concentra na relação entre Otelo e Desdemona, na passagem do ciúme cego à quase loucura do protagonista. Uma boa mise en scène de Andrei Serban e sobretudo grandes cantores como Alagna e Kurzak garantiram um bom espetáculo. Paris 04.2019 Bastille 4/5
Intérpretes: Roberto Alagna (Otello), Aleksandra Kurzak (Desdemona), George Gagnidze (Iago), Frédéric Antoun (Cassio), Emilia (Marie Gautrot), Roderigo (Alessandro Liberatore), Lodovico (Paul Gay), Thomas Dear (Montano), heraldo (Florent Mbia).
Direção de Bertrand de Billy com a Orchestre de l’Opéra national de Paris e o Chœur de l’Opéra national de Paris 

O ESPETÁCULO (Covent Garden, 2017)
Covent Garden apresenta por estes dias um dos seus espetáculos mais aguardados da temporada: uma nova produção do Otello de Verdi (encenação de Keith Warner) com a superstar Jonas Kauffman, que assume esse papel pela primeira vez. As sessões tem estado esgotadíssimas, mesmo nos cinemas que transmitiram o espetáculo em direto no passado dia 28 de junho; ainda assim consegui um bilhete para uma das récitas. Toda a gente queria ver Kauffman, que brilhou e foi recebido com bravi, mas outros intérpretes estiveram muito bem. Maria Agresta foi uma grande e frágil Desdemona e Marco Vatrogna foi venenoso q.b. ao interpretar Iago, uma das personagens mais odiadas da história da ópera. A orquestra da ROH foi dirigida por Antonio Pappano. Londres 07.2017 Covent Garden 4,5/5

BIBLIOTECA
OTELLO (2004)
L'Avant-scène nº 218, jan-fev 2004
BIBLIOTECA

LAKMÉ (2022)

Théâtre des Champs-Elysées 2022

Em 2022 Sabine Devieilhe assumiu um dos seus grandes papéis, o de Lakmé, em duas apresentações consecutivas da ópera: primeiro na Opéra Comique e depois no Théâtre des Champs-Elysées (versão concerto). Lakmé tornou-se logo numa das minhas óperas preferidas. É daquelas que poderia ouvir em casa, pois é rica nos pormenores assim como nas grandes e muito conhecidas árias. Paris 2022 TCE 4/5

Intérpretes: Sabine Devieilhe-Lakmé, Cyrille Dubois-Gerald, Fleur Barron-Mallika, Pierre Doyen-Frederick, Lionel Lhote-Nilakantha, Erminie Blondel-Ellen, Charlotte Bonnet-Rose, Svetlana Lifar-Mistress Benson, Matthieu Justine-Hadji, direção de Laurent Campellone, Orchestre Philharmonique de Monte-Carlo, Chœur de l’Opéra de Monte-Carlo


Opéra-Comique 10.2022

DISCOTECA 

Alain Lombard & Opéra Comique, EMI 1970, com Mady Mesplé e Roger Soyer

CD duplo EMI 1987 (só tenho libreto e os 2 CDs)


Richard Bonynge com O. Monte-Carlo 1967, com Joan Sutherland e Alain Vanzo

Decca «A Grande Ópera», Ediclube 1999 (extractos)

BIBLIOTECA 

Programme de l'Opéra Comique, Paris 2022
BIBLIOTECA
Leitura 2022 Paris 5/5

ÍNDICE:
1.À lire avant le spectacle, par Agnès Terrier
2.Argument 
3.Intentions, par les maîtres d'œuvres du spectacle
4.Une divinité en papier, conversation entre Laurent Pelly et Agathe Melinant
5.Léo Delibes
6.Un compositeur médiatique
7.Sagesse de l'Inde éternelle, par Pierre Loti
8.L'Inde britannique ou "le joyau de la couronne", par Claude Markovits
9.Qui sont les "autres" dans Lakmé ?, par Pauline Girard
10.À travers de la presse de 1883
11.Modernité de Lakmé, par Bérengère de l'Epine, Pauline Girard et Marie-Laure Ragot
12.L'Ailleurs musical de Lakmé, par Joseph Loisel
13.La vengeance de Nilakantha, par Théodore Pavie
14.Du sacrifice de soi, par Arthur Schopenhauer
15.Livret

Este programa de um espectáculo de ópera foi um dos melhores que li. Paris 2022 N5/5
L'Avant-scène opéra n° 183 (1998)
BIBLIOTECA F

Programme Opéra Comique 1995
BIBLIOTECA F
Leitura 2022 Paris

HÉRODIADE (1881)

A OBRA (Massenet, 1881)

O ESPETÁCULO (TCE, 2022)
Hérodiade é uma ópera rara, difícil de se ver num teatro. A versão de concerto no Théâtre des Champs-Elysées permitiu mostrar as grandes qualidades desta obra, que tem duas ou três árias que os grandes cantores escolhem para os seus recitais. Mas os muitos momentos instrumentais, como os ballets, são também aliciantes. E confirmei mais uma vez que o público deste teatro é mais generoso nos aplausos aos cantores do que o público da Bastille e do Palais Garnier. E isso é muito agradável. Paris 11.2022 Théâtre des Champs-Elysées 4/5

BIBLIOTECA 
Avant-Scène Opéra nº 187 (1998)
BIBLIOTECA

PARSIFAL (1882)

O ESPETÁCULO (Bastille, 2022)
O ESPETÁCULO (Bastille, 2018)
É a segunda vez que assisto a Parsifal. No ano passado vi-o no cinema, transmitido de um teatro de Berlim. Não gostei. Desta vez foi na Opéra Bastille, encenado por Richard Jones e com direção musical de Phillipe Jordan. Gostei bastante, mas também confirmei o que não me atrai em Wagner: o argumento e as personagens. Parsifal é o cavaleiro que vai conseguir vencer Klingsor e trazer para a irmandande do Graal a espada sagrada, que vai curar o chefe Amfortas, que no início da ópera tinha sido ferido pela mesma, quando esta caiu nas mãos de Klingsor. Wagner apreciava as lendas e a mitologia medievais por si mesmas, sem aparentemente fazê-las dialogar com o seu mundo contemporâneo. Parsifal é uma ópera excessivamente viril, se bem que dominada por valores religiosos. A honra (masculina) e a autoridade e devoção do pai (e do Redentor) norteiam a ação e a vida dos cavaleiros, remetidos à castidade. A mulher (Kundry) é um joguete na mão dos homens, e assim, entre feiticeira e puta, não sobra espaço para a afirmação da sua feminidade e da sua individualidade. Que saudade das heroínas, também sacrificadas ao poder masculino, de Verdi e Puccini... Musicalmente tudo esteve muito bem, com cantores superlativos, cujo canto anuncia já (em 1882) certas obras em língua alemã do século seguinte. A dimensão narrativa do libreto é considerável, e talvez por isso o canto se aproxime tanto do discurso falado em detrimento da sua função lírica... O futuro da ópera alemã, um futuro/presente que pouco me entusiasma, passava por Parsifal. Apesar das minhas reticências quanto ao libreto, gostei muito de assistir a este Parsifal. Paris 05.2018 Opéra Bastille 4/5
Parsifal (Wagner, 1882)
Direção musical: Philippe Jordan 
& 
Orchestre e Chœurs de l’Opéra national de Paris
Mise en scène: Richard Jones 
com 
Andreas Schager (Parsifal)
Peter Mattei (Amfortas)
Reinhard Hagen (Titurel) 
Günther Goissböck (Gurnemanz)
Evgeny Nikitin (Klingsor)
Anja Kampe (Kundry)

O ESPETÁCULO (2016)
Uma desilusão esta estreia pessoal ao universo do Parsifal de Wagner. O espetáculo foi filmado em 2015 em Berlim e dirigido musicalmente por Daniel Baremboim. Tudo excelente ao nível artístico. O problema é mesmo esta ópera em si. Nunca me interessaram os libretos mitológicos de Wagner, tal como nunca liguei para os libretos densos, intrincados, da ópera barroca. Nesta, no entanto, as componentes instrumental e vocal sublimam o resto. Em Wagner o texto, por vezes excessivamente narrativo, toma a primazia. Não é possível ignorá-lo e dar atenção apenas à música. Quando não se entra na história de Parsifal não se pode apreciar minimamente esta ópera. Paris 05.2016 Cinema Balzac 2/5

PARSIFAL
Programa Ópera Théâtre du Châtelet
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