E lamentável que Le Comte Ory não seja mais vezes representado. Não tem tantas árias inesquecíveis como o Barbeiro de Sevilha, mas o potencial cómico não fica longe da obra-prima buffa de Rossini. Um conde sedutor na linha de Don Giovanni faz tudo para conquistar uma condessa, inclusive passar-se por freira para entrar no forte onde várias mulheres se resguardam à espera dos maridos que estão nas Cruzadas (estamos no século XIII). A encenação de Denis Podalydès, da Comédie-Française, acerta em cheio no ritmo e na direção dos atores. Foi um dos melhores espetáculos de ópera que vi este ano. Paris 4,5/5
Direção musical: Louis Langrée & Orchestre des Champs-Elysées
Mise en scène: Denis Podalydès
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Philippe Talbot (Le Comte Ory)
Julie Fuchs (La Comtesse)
Gaêlle Arquez (Isolier)
Opéra-Comique 12.2017



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