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LE COMTE ORY (1928)

E lamentável que Le Comte Ory não seja mais vezes representado. Não tem tantas árias inesquecíveis como o Barbeiro de Sevilha, mas o potencial cómico não fica longe da obra-prima buffa de Rossini. Um conde sedutor na linha de Don Giovanni faz tudo para conquistar uma condessa, inclusive passar-se por freira para entrar no forte onde várias mulheres se resguardam à espera dos maridos que estão nas Cruzadas (estamos no século XIII). A encenação de Denis Podalydès, da Comédie-Française, acerta em cheio no ritmo e na direção dos atores. Foi um dos melhores espetáculos de ópera que vi este ano. Paris 4,5/5
Direção musical: Louis Langrée & Orchestre des Champs-Elysées
Mise en scène: Denis Podalydès 
com 
Philippe Talbot (Le Comte Ory) 
Julie Fuchs (La Comtesse)
Gaêlle Arquez (Isolier) 
Opéra-Comique 12.2017

LA DAME BLANCHE (1825)

A obra que vale a Boieldieu a sua fama atual é a opéra-comique La Dame blanche, uma obra de um romantismo quase escolar. Tem até um palácio assombrado pelo fantasma da mulher de branco e um herdeiro desaparecido há muito que aparece para o feliz desenlace da trama e é reconhecido por uma velha governanta. Lugares-comuns de tantas obras do romantismo da época de Walter Scott (as suas obras Le Monastère e Guy Mannering estão na origem de La Dame Blanche). A música de Boieldieu também não tem a excelência do seu contemporâneo e rival Rossini. Mas o espetáculo a que assisti acaba por ser maravilhoso, por todas as suas componentes. Há duas ou três canções que ficam no ouvido e que lembram a tradição dos troubadours. Nem o teatro nem a música são excecionais mas ambos, no contexto de uma boa produção, com bons intérpretes, garantem um bom espetáculo, como o que vi há dias. Paris 03.2020 Opéra-Comique 3,5/5
Direction musicale de Julien Leroy, Mise en scène de Pauline Bureau, com Philippe Talbot, Elsa Benoit, Sophie Marin-Degor, Jérôme Boutillier, Aude Extrémo, Yann Beuron, Yoann Dubruque. Choeur Les éléments, Orchestre National d’Île-de-France

SEMIRAMIDE (1823)

A OBRA (Rossini, 1823)
GÉNERO Melodramma tragico em dois actos COMPOSITOR Gioachino Rossini LIBRETO Gaetano Rossi, baseado na tragédia Sémiramis de Voltaire (1748) CRIAÇÃO Veneza, Teatro La Fenice 3.02.1823 CANTORES Isabella Colbran (Semiramide), Rosa Mariani (Arzace), Filippo Galli (Assur), John Sinclair (Idreno), Luciano Mariani (Oroés)

O ESPETÁCULO (TCE, 2025)
Karine Deshayes, Semiramide
Franco Fagioli, Arsace
Giorgi Manoshvili, Assur
Alasdair Kent, Idreno
Natalie Perez, Azema
Grigory Shkarupa, Oroe
Jérémy Florent, Mitrane
Valentina Peleggi, direção musical
Orchestre de l’Opéra Normandie Rouen
Coro Accentus, direção Karine Locatelli

BIBLIOTECA 
SÉMIRAMIS (1998)
Avant-Scène Opéra n°184
mai-juin 1998
BIBLIOTECA
Leituras 2025

GUILLAUME TELL (1829)

A OBRA

GÉNERO Ópera em em quatro actos COMPOSITOR Gioachino Rossini LIBRETO E. de Jouy CRIAÇÃO Paris 3.08.1829 Opéra CANTORES

O ESPETÁCULO (ROH, Publicis 2015) 


A última ópera de Rossini, Guillaume Tell (1829), é poucas vezes representada, apesar da fama nunca desmentida da sua abertura. Pela segunda vez, vejo no cinema uma transmissão em direto do Covent Garden, numa produção já histórica devido às cenas de nudez e de violência que fizeram muitos espetadores vaiarem as récitas nas últimas semanas. Aquilo que é moeda corrente no cinema, na ópera é recebido com histerismo. Talvez eu tenha assistido a uma versão soft, já que nem houve nudez integral. Nunca tinha ouvido nem ouvisto esta grande ópera de Rossini, feita ao desmesurado gosto francês (cerca de quatro horas), com libreto em francês, baseado na lenda de Guilherme Tell filtrada por Schiller. Mas gostei bastante da ópera e, quanto a esta produção, gostei particularmente dos dois protagonistas masculinos; Gerald Finley (Guillaume Tell, barítono) e John Osborn (Arnold Melchthal, tenor). Paris julho? 2015 Cinema Publicis (Covent Garden) 4/5

Gli Esiliati un Siberia (1827)

Ópera de Gaetano Donizetti
CD-Livro Actes Sud 2001
Festival De Radio France Et Montpellier
Orchestre National De Montpellier L.-R. & Enrique Diemecke
DISCOTECA 

La Dame blanche (Boieldieu, 1825)

Avant-Scène Opéra nº 176 (1997)

IL VIAGGIO A REIMS (1825)

A OBRA (Rossini, 1825)

GÉNERO Dramma giocoso em um acto COMPOSITOR Gioachino Rossini LIBRETO I. Balocchi CRIAÇÃO Paris 19.06.1825 Théâtre-Italien



DISCOTECA (1)

IL VIAGGIO A REIMS (1983)
Claudi Abbado
DISCOTECA