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Robert le Cochon et les Kidnappeurs (Marc-Olivier Dupin, 2014)

Uma ópera para a família, para os mais jovens. Robert le Cochon et les Kidnappeurs - Opéra Comique, de Marc-Olivier Dupin, fez a sua estreia mundial na passada semana na Opéra Comique em Paris. Um espetáculo impecável, que nunca aborrece os mais pequenos, pelo contrário, mantém-nos interessados o tempo todo. O libreto e a encenação coube a Ivan Grinberg, e a direção musical a Jean-François Heisser. Paris  06.2014 Opéra Comique 3/5

ALI-BABA (1887)

 
Ali-Baba (Charles Lecocq, 1887)
Um dupla estreia na minha vida de espectador: pela primeira vez assisti a uma opereta e pela primeira vez entrei no teatro Opéra Comique, um dos mais importantes teatros de Paris. Foi lá que se estrearam obras fundamentais da cultura francesa como Carmen (Bizet) e Pélleas et Melisande (Debussy). Ali-Baba foi criado em Bruxelas, que muito fez pela arte lírica francesa no seu apogeu, na viragem do século XIX para o século XX). Quase não existem representações contemporâneas desta opereta, por isso a sua programação na Opéra Comique faz todo o sentido. O espetáculo que ontem chegou ao fim faz justiça à fama da opereta como divertimento de bom gosto, fluente e de histórias simples. Durou quase três horas, mas não sentimos o tempo passar. Foi uma boa soirée. Paris 05.2014 Opéra-Comique 3/5

A Flowering Tree (John Adams, 2007)


John Adams é um dos poucos compositores de música contemporânea que realmente aprecio. Já tive más experiências com óperas recentes, inclusive consagradas pela crítica. Mas com John Adams (e com Philip Glass) o caso muda de figura. Habituei-me a ouvi-los pelo disco e a gostar da sua música. Em Flowering Tree, que estreou ontem no Châtelet, a música tem momentos excelentes, mas mais uma vez, desinteressei-me desde o início pela história, só me interessava a voz como mais um instrumento (acontece-me quase sempre isso com a ópera barroca, que tem libretos complicados e difíceis de acompanhar). Foi um bom espetáculo, mas o melhor mesmo foi a música de Adams. Paris 05.2014 Théâtre du Châtelet 4/5

LA PIETRA DEL PARAGONE

O Théâtre du Châtelet apresentou uma nova produção de La Pietra del Paragone, de Rossini. Habitualmente, o problema das produções operáticas é o encenador. Já presenciei muitos encenadores serem assobiados à boca de cena. Eles têm a arriscada função de vestir obras-primas líricas, e geralmente saem vencidos. Mas desta vez... 
A acção é apresentada em dois planos (fotos), o inferior com os cantores sob um fundo azul e num plano superior ecrãs que amplificam e acrescentam o fundo desejado. Nunca me ri tanto numa ópera, pois os efeitos conseguidos nos ecrãs e os resultantes do que vemos num e noutro plano são brilhantes.
Não percebi patavina da história. O libreto do início dos anos 1810 ainda não se soltou totalmente do pecado dos libertos barrocos: condensar em três horas um enredo de telenovela. Bem tentei ler o resumo dos actos, mas nada feito. Que interessa? O prazer esteve todo no brilhantismo dos cantores-atores, na música de Rossini e na suprema encenação de Giorgio Berberio Corsetti (e dos videos de Pierrick Sorin).
Não é a primeira vez que o Théâtre du Chatelet me permite passar uma noite inesquecível. Em dezembro tinha sido a comédia musical My Fair Lady. Em ambos os casos trata-se de reposições de produções que fizeram sucesso em anos anteriores. Mas isso eu não sabia antes de ver estes espetáculos. Paris 01.2014 Châtelet 4/5

DIALOGUES DES CARMÉLITES (1951)

A OBRA (Poulenc, 1951)

O ESPETÁCULO (ROH, 2014)
Desta curta estadia em Londres o melhor momento cultural foi ter assistido à ópera de Poulenc, Dialogues des Carmélites, vista na Royal Opera House. Sempre quis ver esta ópera, da qual conhecia através do disco apenas o momento final, o mais famoso da obra. É um dos grandes momentos operáticos do século XX, adaptando um texto de Bernanos. Foi criada em 1957 no Teatro Alla Scala, em italiano, e ganhou a sua referência discográfica no ano seguinte com Pierre Dervaux à frente da Opéra de Paris com Denise Duval, Régine Crespin e Rita Gorr.
Tive a sorte de assistir a uma encenação consagrada desta obra, assinada por Robert Carsen, e que circula pelo mundo desde 1997 para prazer dos melómanos. É uma encenação ideal, despojada e muito bela. A direção musical coube a Simon Rattle e o elenco contou com Deborah Polaski, Sally Matthews, Sophie Koch, Thomas Allen, entre outros. Londres 2014 Covent Garden 5/5

BIBLIOTECA (1)

Opéra National de Paris, novembre 2024

Francesca Zambello: Le Triomphe de l'esprit humain

Henri Hell: La rencontre d'un texte et de son musicien

Pierre Bernac: Un art de suggestion

Correspondance

Philippe Fénelon: Chemin de perfection

Michel Schneider: La terreur des raisons

Monseigneur Patrick Chauvet: Bernanos, un prophète pour notre temps

Alain Patrick Olivier: Figures de la Peur et figures de la Grâce

Vincent Vives: Le transfert de la grâce et la transgression nécessaire

Michel Onfray: Entre désir de force et palisir de la défaillance

A OBRA

COMPOSITOR: Francis Poulenc CRIAÇÃO: Milão 26.01.1957 Scala, direção musical de Nino Sanzogno (versão em italiano) Paris 26.06.1957 Opéra Garnier, direção musical de Pierre Dervaux (versão em francês)

O ESPETÁCULO (Paris, 2024)

O ESPETÁCULO (Londres, 2014)

Londres, ROH 2014, dir. Simon Rattle enc. Robert Carsen


A OBRA

COMPOSITOR: Francis Poulenc CRIAÇÃO: Milão 26.01.1957 Scala, direção musical de Nino Sanzogno (versão em italiano) Paris 26.06.1957 Opéra Garnier, direção musical de Pierre Dervaux (versão em francês)

O ESPETÁCULO (Paris, 2024)

O ESPETÁCULO (Londres, 2014)

Londres, ROH 2014, dir. Simon Rattle enc. Robert Carsen

CENDRILLON (Massenet, 1899)

A OBRA (Massenet, 1899)

O ESPETÁCULO (Bastille, 2023)

O ESPETÁCULO (Bastille, 2022)

Com encenação de Mariame Clément, direção musical de Carlo Rizzi, Ching-Lien Wu Charlotte Bonnet (Noémie) Marion Lebègue (Dorothée) Lionel Lhote (Pandolfe) Tara Erraught (Cendrillon) Daniela Barcellona (Madame de la Haltière) Anna Stéphany (Le Prince charmant) Kathleen Kim (La Fée) 06.2022

O ESPETÁCULO (Liceo, 2014)

Este foi um dia muito especial pois consegui ir, pela primeira vez, ao Gran Teatre del Liceu, a mítica sala de ópera de Barcelona. É um dos principais teatros europeus, belíssimo como muitos os que existem por essa Europa fora. Quando cheguei a Barcelona, mal soube que havia espetáculos no Liceu, fui à procura de uma entrada. Geralmente quando viajo, durante as férias, os teatros líricos nacionais estão fechados. Desta vez, tive sorte.
Sorte também pela produção apresentada neste domingo de Reis. Cendrillon (Cinderela), de Massenet, numa encenação de Laurent Pelly e com grandes nomes da cena lírica, um luxo que eu não consigo ver em Paris. Joyce DiDonato, é a grande estrela deste espetáculo, que também conta com cantores como Ewa Podles, Annick Massis, Laurent Naouri. Enfim, cantores que só nas melhores salas é possível ouvir. Amei!! Barcelona 01.2014 Liceo 4/5

DISCOTECA:
Julius Redel (1979)
CD Sony 2011


BIBLIOTECA:
CENDRILLON/Massenet
L' Avant-Scène nº 327, mars-avril 2022
BIBLIOTECA F

Programa Opéra National de Paris

Octobre 2023

BIBLIOTECA


Programa Opéra-Comique 2011

BIBLIOTECA