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PARTENOPE (1730)

A OBRA (Handel, 1730)

Partenope (HWV 27) COMP Georg Friedrich Haendel CRIAÇÃO Londres, 24.02.1730 King's Theatre, com Anna Maria Strada del Pò, soprano (Partenope, Rainha de Naples),  Antonio Bernacchi, castrato (Arsace, Prince de Corinthe), Francesca Bertolli, contralto (Armindo, Prince de Rhodes)

O ESPETÁCULO (ENO, 2025)


Londres 3.12.2025 London Coliseum 

Programa
English National Opera
November 2025
BIBLIOTECA F


Powder Her Face (L'Athenée, 2021)

Finalmente vejo esta ópera contemporânea tão falada e aclamada de Adès. A protagonista é uma socialite britânica que ficou nos anais do gossip pelas suas aventuras sexuais. Um compositor francês nunca escolheria um assunto tão pop, por isso é que gosto dos anglo-saxónicos no que respeita à ópera de hoje. A Powder Her Face (1995)  que vi no Athénée é uma produção da Neue Oper Freiburg, teve direção musical de Jérôme Kuhn e mise en scène de Julien Chavaz. Atuou a Orchestre de chambre fribourgeois. Paris 09.2021 L'Athenée 4/5

The Lighthouse (Peter Maxwell Davies, 1980)

Resisto bastante às óperas contemporâneas. Poucas me agradam. The Lighthouse, criada em 1980 no Edinburgh Festival, é uma delas. A música e letra são de Peter Maxwell Davies e narra uma história que toca o fantástico: três guardas vão inspecionar um farol que está a funcionar normalmente, mas encontra-se vazio, tendo os seus ocupantes desaparecido misteriosamente. A temática marítima e a própria música lembram as obras de Britten. Pela primeira vez estive no belo Théâtre de l'Athenée. Paris 04.2017 L'Athenée 3,5/5

THE MIKADO (Gilbert & Sullivan, 1885)

The Mikado (Gilbert & Sullivan, 1885)
Pouco a pouco vou conhecendo melhor o universo de Gilbert & Sullivan, que criaram as operetas inglesas mais duradouras e populares do seu tempo (como hoje os musicais). Mas não caíram no esquecimento, pois os melómanos reconhecem-lhes valor e em Inglaterra são regularmente apresentadas. O seu lugar natural é a English National Opera, onde vi agora The Mikado, um dos maiores sucessos de Gilbert & Sullivan. O espetáculo teve a direção musical de Chris Hopkins, encenação de Jonathan Miller, coreografia de Anthony van Laast, e contou com o seguinte elenco: John Tomlinson (The Mikado of Japan) Elgan Llŷr Thomas (Nanki-Poo) Richard Suart (Ko-Ko) Andrew Shore (Pooh-Bah) Ben McAteer (Pish-Tush) Soraya Mafi (Yum-Yum) Sioned Gwen Davies (Pitti-Sing) Yvonne Howard (Katisha). Londres 11.2019 London Coliseum 4/5 

The Pirates of Penzance (Gilbert & Sullivan, 1880)

Mike Leigh encena esta opereta de Gilbert & Sullivan, aos quais já tinha dedicado um excelente biopic. Divertida do príncipio ao fim, ainda assim menos interessante do que as óperas em geral. Em breve verei uma opereta de Offenbach. Poderei entao comparar dois (três) mestres da opereta da idade de ouro. Londres 02.2017 English National Opera 3/5

BILLY BUDD

A OBRA (Britten)

O ESPETÁCULO (Covent Garden, 2019) 

 
Billy Bud é o opus 50 de Benjamin Britten, uma ópera em quatro actos, estreada em 1951, com libreto de E. M. Forster e Eric Crozier. A ópera adapta a obra homónima de Herman Melville. Em 1960 Britten fez uma nova versão em dois actos da sua ópera e foi esta versão que vi há dias no Covent Garden, numa encenação de Deborah Warner com direção musical de Ivor Bolton. A história de Billy Budd decorre num barco, no final do século 18, numa época em que as ideias de liberdade vindas de França eram perigosas e podiam originar motins nos barcos ingleses. Billy Budd, um jovem marinheiro bem aceite pelos seus pares, é acusado de comportamento subversivo pelo seu chefe, mas é igualmente defendido pelo oficial, que acredita nele. Os laços entre estas três personagens e as suas motivações têm claramente uma dimensão homoafetiva, exponenciada pelo ambiente exclusivamente masculino do barco (não há nenhuma personagem feminina, um caso raro na história da ópera). Trata-se de uma das óperas mais interessantes do século 20. Esta é a terceira produção de Billy Budd que tive oportunidade de ver. Primeiro foi na Opéra de Paris (2010), com encenação de Francesca Zambello, depois foi no London Coliseum (2012), com encenação de David Allen. Cada uma das produções que vi revelou as muitas qualidades, dramáticas e musicais, da obra de Britten. Principais personagens e intérpretes da produção deste ano: Billy Budd (Jacques Imbrailo), Captain Vere (Toby Spence), John Claggart (Brindley Sherratt). Londres 05/2019 Covent Garden 5/5

The Exterminating Angel (2016)

Paris 2024 Bastille 3/5

DIDO & AENEAS (1689)

A OBRA (Purcell, 1689)

DIDO & AENEAS (1951)
LP vinil EMI Références 1980
DISCOTECA

DIDO & AENEAS (1958)
Anthony Lewis & Philomusica of London
Londres 1958
CD Les insdispensables de Diapason, octobre 2024
DISCOTECA
LP Gatefold Erato France 1977
LP Gatefold Erato Portugal 1978
STU 71091
Texto de Raymond Leppard traduzido por Ruy Vieira Nery

Raymond Leppard 1977?

CD Chandos 1981

Andrew Parrott

Purcell Dido and Eneas (Harnoncourt, 1983)
DISCOTECA

 CD L'Oiseau-Lyre 1994
Christopher Hogwood & Chorus and Orchestra of The Academy of Ancient Music
Com Catherine Bott (Dido), Emma Kirkby (Belinda), John Mark Ainsley (Aeneas), David Thomas (Sorceress), Elisabeth Priday (First Witch), Sara Stowe (Second Witch), Julianne Baird (Second Woman), Daniel Lochmann (First Sailor) & Michael Chance (Spirit)

 Davis/1970* 
DISCOTECA

Leppard/1978 
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Christie/1994* 
  DISCOTECA