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LUCIA DI LAMMERMOOR (1835)

O ESPETÁCULO (London Coliseum, 2018)
 
Lucia di Lammermoor em inglês! Esta foi a grande novidade da produção de David Alden (2008), agora reposta no London Coliseum. A mudança de língua não tira beleza à obra-prima de Donizetti. Afinal a ópera tem uma fonte literária britânica: o romântico Walter Scott. Londres 11.2018 ENO 3,5/5
Stuart Stratford (direção musical), com Sarah Tynan (Lucia, Enrico (Lester Lynch), Eleazar Rodríguez (Edgardo), Clive Bayley (Raimondo), Michael Colvin (Arturo), Elgan Llyr Thomas (Normanno), Sarah Pring (Alisa).

Jessica Pratt (Lucia) foi a estrela da noite e, para variar, a cena da loucura, umas mais emocionantes da história da ópera, pôs fora de si o público do TCE. Por tanto assistir a Lucia di Lammermoor, ficou sendo uma das minhas obras preferidas. Com a ópera é assim, quanto mais se assiste mais se ama.
Roberto Abbado & Orchestre National d’Ile-de-France
Paolo Fanale (Edgardo)
Luca Salsi (Enrico) 
Riccardo  Zanellato  (Raimondo)
Paris: Théâtre des Champs-Elysées 
12 de setembro de 2017

Lucia é uma das melhores obras para se descobrir (e amar) a ópera. Obra perfeita do princípio ao fim, com muitas árias memoráveis e uma cena célebre e de grande exigência: a cena de loucura de Lucia. No início estranhei a produção de Andrei Serban, demasiado viril para um drama no feminino. Camaratas militares e salas de ginástica, cordas e construções metálicas ocupam o palco o tempo inteiro. Mas a loucura e a tragédia de Lucia tem origem na repressão masculina da sociedade, o que permite entender as opções de Serban. Quanto aos cantores, todos muito bons, destaca-se o papel de Lucia. Nunca tinha vista uma cantora ser tão aplaudida como Pretty Yende na Opéra de Bastille. A star is born? Muito bom. Paris 11.2016: 4/5