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Offenbach ou la joie de vivre (Claude Dufresne, 1998)

Offenbach é um dos compositores mais parisienses de sempre, mas ele nasceu na Alemanha e passou a infância em Colónia. Ainda adolescente, ele viaja com um irmão e com o pai para Paris para tentar carreira na música. Era um excelente violoncelista e pouco a pouco integrou-se no meio musical da cidade. Muitos anos depois praticamente criou um novo género musical, a opereta, ou pelo menos compôs os melhores exemplos desse género: Orphée aux Enfers (1858), La Grande-Duchesse de Gerolstein (1867), La Vie Parisienne (1866), La Belle Hélène (1864). Pouco antes de morrer, completou a sua obra-prima, a ópera Contes d'Hoffman (1881), que se estreou na Opéra-Comique com grande êxito. Jacques Offenbach criou obras-primas plenas de humor e de sátira social e política. Foi um notável observador da sua sociedade e, ainda que algumas das suas operetas se passem no passado, as personagens e a ação referem-se ao mundo contemporâneo do compositor. Claude Dufresne escreveu uma biografia de fácil e agradável leitura, que fornece um panorama completo e inteligente da vida e da obra de Offenbach. Paris 11.2016 3,5/5

Biblioteca BLUES

British blues 1958-1968 - La décennie fabuleuse (2011)
Ensaio de Gilles Blampain
Castor 2011

Este livro é uma introdução muito boa à criação musical britânica na área do blues rock dos anos 60. Conheço muitos nomes que são citados, embora não tenha por hábito ouvir blues ou blues rock, mas não tinha noção do movimento que se gerou nesses anos com a apropriação pelos britânicos do blues rural americano. Completa a narrativa uma lista de grandes discos do blues rock britânico. Paris 4/5

Le Blues. Les musiciens du diable (2014)
Ed. Le Castor Astral 2014
BIBLIOTECA

LE BLUES
Que sais-je?

Biblioteca FUNK

Funk (1996)

Um grande livro, de referência, da história do funk. Foi escrito nos anos 90, quando o funk foi recuperado e revitalizado pelo hip-hop e rap. O livro é inteligente e rigoroso mas não me revejo na atitude purista e pouco aberta do autor, que o faz desprezar o disco, o funk sintético dos anos 80, e a pouca consideração com o high-energy, o tecno e a house, precisamente os meus capítulos preferidos da música negra de dança. Mas são as correntes mais desligadas dos problemas sociais dos negros daí a pouca consideração do autor e de uma parte da historiografia da música popular. Aprendi imenso com este livro. Caxinas 2021 4/5
Le funk, de James Brown à Prince
Ensaio de Marc Zisman (2003)
BIBLIOTECA
 
O funk tem uma curta mas impressionante história. Surgiu para exprimir a contestação social, política, mas também sexual que a comunidade negra americana erigiu na segunda metade dos anos 60. Apenas ficou de lado a reivindicação feminista - mas o funk foi sempre uma cultura demasiado masculina, e até nisso se diferenciava da soul music. Os três fundadores do funk foram James Brown, Sly Stone e George Clinton, mas mais tarde outro grande nome atrairia todos para este estilo musical: Prince. Este livrinho conta-nos isto e muito mais de forma competente. Leituras 2016: 3/5

Biblioteca ROSSINI

ROSSINI MODE D'EMPLOI (2020)
Ensaio de Chantal Cazaux
Premières Loges ASO 2020
BIBLIOTECA F

ROSSINI (2012)
Autores: Jean e Jean-Philippe Thiellay
Actes Sud Classica 2012
BIBLIOTECA P

Esta monografia sobre Rossini é muito interessante. Não é apenas Rossini que é biografado, mas também a sua obra. Os autores do livro dão a devida importância ao que tem acontecido à obra de Rossini durante a vida e depois da morte deste. Devido às condições em que as óperas de Rossini foram criadas (compostas e encenadas) em vida do compositor, nem sempre foram defendidas da melhor forma pelas gerações seguintes. Foi necessário o talento de muitos intérpretes (cantores, maestros) e de estudiosos para renovar a interpretação de Rossini e assim confirmar-lhe o génio junto dos fãs de ópera. Muito bom. Vila do Conde 12.2016 4,5/5
ROSSINI (1992)
Autor: Damien Colas
Découvertes Gallimard n°149
1°edição 1992