Mostrar mensagens com a etiqueta Musicals V2018. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Musicals V2018. Mostrar todas as mensagens

Grease (Paris, 2018)


Os anos 50 americanos representados no musical (1971) e no filme (1978) Grease não me suscita qualquer interesse: o rock'n'roll, a brilhantina, os bailes escolares. Mas gostei de ver quando era muito jovem os filmes Grease e Grease 2. E não podia por isso perder o musical Grease atualmente no teatro Mogador, em Paris. Afinal o que me interessa nesta obra? Acho que é o seu lado pop. Em 1978 o filme surgiu e foi um enorme sucesso mundial em pleno boom da disco music, que, essa sim, adoro. As músicas de Grease inspiram-se no rock'n'roll mas são músicas pop. O tema Grease, um dos mais populares, foi escrito para o filme por um dos reis do disco, Barry Gibb... na verdade é um tema disco. Nem toda a gente sabe que algumas das músicas mais aplaudidas no musical Grease, sempre que ele é produzido pelo mundo afora, foram escritas para o filme e não existiam na versão original para teatro de 1971. Alguma produção de Grease poderá dispensar You're the one that I want (John Farrar, 1978) ou Hopelessly Devoted to You (John Farrar, 1978)? Não creio. No espetáculo a que assisti, You're the one foi o número final e o mais aplaudido. O público delirou com este musical sabiamente cantado e falado em inglês e em francês. A produção é muito equilibrada e apesar do par amoroso central Sandy/Danny, o musical vive muito das cenas de grupo ou grupos. Paris 2018 Théâtre Mogador 3,5/5

Hairspray (Paris, 2018)

 
Hairspray (Paris, 2018)

A OBRA

Hairspray (Marc Shaiman & Scott Wittman, 2002)

Fiquei encantado com esta produção francesa, com letras também em francês, do famoso musical baseado no filme de John Waters (1988). Os pontos fracos da produção são os cenários e as luzes, mas o mais importante, os intérpretes e a encenação (de Ned Grujic, criada em 2010 e agora reposta), fazem deste espetáculo um equivalente, em termos de qualidade, a outros que vi em Londres, como Dreamgirls. A história centra-se num programa de televisão de Baltimore que, em 1962, insiste no preconceito racial corrente na época, mesmo num concurso de dança para jovens. A jovem Tracy vai pôr essa política em causa e mudar a televisão e a sociedade locais. Um trunfo do musical é o seu lado camp: a mãe de Tracy, Edna Turnblad, é interpretada por um homem, que rouba quase sempre o protagonismo da filha. No filme feito a partir do musical é John Travolta quem faz esse papel. Nesta produção é Guillaume Bouchède quem interpreta Edna. Paris, abril? de 2018, Les Folies Bergère 4/5
Elenco
Margaux Maillet (Tracy Turnblad), Tiffanie Jamesse (Amber Von Tussle), Virginie Perrier (Velma Von Tussle), Guillaume Bouchède (Edna Turnblad), Gilles Vajou (Wilbur Turnblad), Bastien Jacquemart (Link Larkin), Julie Costanza (Penny Pingleton), Seaweed (Karim Camara), Little Ines (Cerise Calixte), Laura Nanou (Maybell Shakespeare), Laure Balon (Prudy Pingleton, a guarda de prisão e a prof de gym), Thierry Bilisko (Mr Spritzer, provisor geral, guarda de prisão), Matthieu Brugot (Corny Collins)

Young Frankenstein (Londres, 2018)

Young Frankenstein é um filme já clássico e desde 2007 um musical de Mel Brooks. O jovem Frankenstein é o filho do cientista Frankenstein, que realizava experiências que devolviam vida ao tecido humano morto. Quando o pai morre, o jovem Frankestein, professor e especialista no estudo do cérebro, retoma as experiências do pai e cria o Monstro (que muitos pensam ter o nome do seu criador). Esta comédia vive muito das personagens secundárias, qual delas a mais divertida, como Igor, Inga e Frau Blücher. Perante as peripécias geniais já presentes no argumento para cinema de Mel Brooks, a música tem dificuldade em ganhar vida própria. Trata-se de um bom musical, mas pouco marcante. Londres 7.2018 West End Garrick Theatre 3/5
Book de Mel Brooks & Thomas Meehan
Música e letras de Mel Brooks
Cast: Hadley Fraser (Frederick Frankenstein), Shuler Hensley (The Monster) Ross Noble (Igor) Summer Strallen (Inga) Dianne Pilkington (Elizabeth Benning) Lesley Joseph (Frau Blücher) Patrick Clancy (Inspector Hans Kemp Harold the Hermit)

Estúpido Cupido (2015)

Estúpido Cupido (2015)
O musical Estúpido Cupido estreou em 2015 no Rio de Janeiro, andou em turné, e agora voltou para mais uma temporada carioca no Teatro Vanucci, na Gávea. É um sucesso merecido. É um musical feel-good que olha com ternura, nostalgia e humor para os anos 60, quando a música brasileira, e ainda mais os jovens, imitava a música americana toda ela sacudida pela onda rock. Um grupo de ex-colegas de liceu, agora cinquentões, encontram-se numa festa revivalista, onde as antigas paixões e rivalidades adolescentes vêm à superfície, tudo regado com músicas pop da juventude da altura: Estúpido cupido, Banho de lua, Broto legal, entre outras. O musical tem poucos meios técnicos, apenas três músicos em cena e seis personagens (interpretados por onze atores), mas o talento dos intérpretes enche o palco e a plateia de alegria com situações cómicas previsíveis mas bem acabadas e canções cativantes. Um dos melhores musicais nos palcos do Rio. Teatro Vanucci 4.2018 NOTA 3,5/5 Tb Blog CM
Texto: Flávio Marinho 
Direção: Gilberto Gawronski
Músicos: 
Anderson Ribeiro, Guilherme Forton Viotti e Pedro Mota
Elenco:
Françoise Forton (Tetê)
Andréa Dantas (Ana Maria)
Carlos Bonow (Teddy)
Mauricio Baduh (Frankie)
Maria Sita (Wanda)
Carla Diaz (Danielly)
Luísa Viotti (Tetê jovem)
Julia Guerra (Aninha jovem)
Ryene Chermont (Wanda jovem)
Mateus Penna Firme (Teddy jovem)
Ricardo Knupp (Frank jovem)