Recital de René Pape com Camillo Radicke (piano).
Modeste Moussorgski: Songs and Dances of Death,
Roger Quilter: Three Shakespeare Songs, Op 6
Ludwig van Beethoven: Gellert-Lieder, Op 48
Antonín Dvořák: Biblical songs, Op 99
Paris 02.2016: 4/5
Renée Fleming & Philippe Jordan na Opéra de Paris
Renée Fleming voltou mais uma vez ao Palais Garnier, uma casa que a conhece bem (e onde a vi pelo menos em Cappriccio de Richard Strauss, inesquecível). Veio apresentar um recital de canções em três línguas: alemão, francês e russo, por esta ordem. Schumann, Richard Strauss, Dutilleux e Rachmaninoff. As canções do francês foram compostas para a própria Fleming, mas foram as que menos gostei, afinal trata-se de um autor contemporâneo e eu prefiro os mais clássicos. O bis deu-nos Mozart, Puccini e Gershwin. Muito bom. Paris 03.2016 Palais Garnier 4/5
Karita Mattila foi aplaudida de forma entusiástica ao longo e no final do recital que deu ontem no Théâtre du Châtelet. Logo após o primeiro ciclo de canções, os Cantos Ciganos de Brahms, percebeu-se que a noite ia ser excecional. O programa foi dedicado exclusivamente ao lieder alemão: Brahms, Wagner, Berg e Richard Strauss. A voz de Karita é enorme: grave e potente, quente e dramática. Imagino assim as vozes do norte da Europa (Karita é finlandesa). A soprano parecia uma cantora do tempo do cinema mudo: gestualidade sublinhada, emoções exteriorizadas. Isto aconteceu sobretudo nas canções ciganas de Brahms. Nos Wesendonck-Lieder, de Wagner, ela foi subtil sem deixar de ser intensa. Um recital magnífico. Paris 12.2016 T. Châtelet 5/5



