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Rusalka (Bastille, 2019)

Obra de Antonín Dvorák, 1901

O ESPETÁCULO (Bastille, 2019)
Uma ópera e um tema representativos da cultura do norte da europa, da cultura eslava. Nesta abundam as obras com ondinas e outros elementos da Natureza personificados. Jaroslav Kvapil, o autor do libreto da obra-prima lírica de Dvorák, baseou-se em várias fontes literárias nomeadamente La Motte Fouqué e Andresen, e deu-nos uma narrativa poética que resume a história de uma rusalka: para se tornar humana e amar um homem, a jovem abandona o seu mundo e a sua condição aquática, mas não se adapta ao mundo dos humanos e perde-se para sempre. Esta produção da Opéra de Paris teve a excelente encenação de Robert Carsen. Paris 02.2019 Opéra Bastille 4/5

Encenação de Robert Carsen, direção musical de Susanna Mälkki, com Camilla Nylund (Rusalka), Karita Mattila (a Princesa estrangeira), Klaus Florian Vogt (Príncipe), Michelle DeYoung (Jézibaba), Thomas Johannes Mayer (Espírito do Lago), Emanuela Pascu, Andreaa Soare et Elodie Méchain (três ninfas), Tomasz Kumiega (guarda florestal) e Jeanne Ireland (rapaz da cozinha).

Recitais Líricos 2016

Recital de René Pape com Camillo Radicke (piano). 
Modeste Moussorgski: Songs and Dances of Death, 
Roger Quilter: Three Shakespeare Songs, Op 6 
Ludwig van Beethoven: Gellert-Lieder, Op 48
Antonín Dvořák: Biblical songs, Op 99
Paris 02.2016: 4/5


Renée Fleming & Philippe Jordan na Opéra de Paris
Renée Fleming voltou mais uma vez ao Palais Garnier, uma casa que a conhece bem (e onde a vi pelo menos em Cappriccio de Richard Strauss, inesquecível). Veio apresentar um recital de canções em três línguas: alemão, francês e russo, por esta ordem. Schumann, Richard Strauss, Dutilleux e Rachmaninoff. As canções do francês foram compostas para a própria Fleming, mas foram as que menos gostei, afinal trata-se de um autor contemporâneo e eu prefiro os mais clássicos. O bis deu-nos Mozart, Puccini e Gershwin. Muito bom. Paris 03.2016 Palais Garnier 4/5

Karita Mattila foi aplaudida de forma entusiástica ao longo e no final do recital que deu ontem no Théâtre du Châtelet. Logo após o primeiro ciclo de canções, os Cantos Ciganos de Brahms, percebeu-se que a noite ia ser excecional. O programa foi dedicado exclusivamente ao lieder alemão: Brahms, Wagner, Berg e Richard Strauss. A voz de Karita é enorme: grave e potente, quente e dramática. Imagino assim as vozes do norte da Europa (Karita é finlandesa). A soprano parecia uma cantora do tempo do cinema mudo: gestualidade sublinhada, emoções exteriorizadas. Isto aconteceu sobretudo nas canções ciganas de Brahms. Nos Wesendonck-Lieder, de Wagner, ela foi subtil sem deixar de ser intensa. Um recital magnífico. Paris 12.2016 T. Châtelet 5/5

Magdalena Kožená no Théâtre des Champs-Elysées
Que maravilhoso espetáculo! Magdalena Kožená e Emmanuelle Haïm (à frente do Concert d'Astrée) interpretam o barroco francês e italiano. Obrigado pelo convite, B. Paris 12.2016 Théâtre des Champs-Elysées 5/5

L'AFFAIRE MAKROPOULOS

Ópera de Leos Janacek
Paris 2023 Bastille 4/5

BIBLIOTECA:
L'Affaire Makropoulos (Janacek, 1926)
L'Avant-scène nº188, jan-fev 1999
BIBLIOTECA

From the Heart of Finland (Karita Mattila, 1996)

From the Heart of Finland (Karita Mattila, 1996) 
CD Ondine 1996
DISCOTECA P