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OTELLO (1887)
A OBRA (Verdi, 1887)
O ESPETÁCULO (Bastille, 2019)
Não sou admirador da história de Otelo (Shakespeare) mas a ópera de Verdi é ótima. Há uma história política mas quase tudo se concentra na relação entre Otelo e Desdemona, na passagem do ciúme cego à quase loucura do protagonista. Uma boa mise en scène de Andrei Serban e sobretudo grandes cantores como Alagna e Kurzak garantiram um bom espetáculo. Paris 04.2019 Bastille 4/5
Intérpretes: Roberto Alagna (Otello), Aleksandra Kurzak (Desdemona), George Gagnidze (Iago), Frédéric Antoun (Cassio), Emilia (Marie Gautrot), Roderigo (Alessandro Liberatore), Lodovico (Paul Gay), Thomas Dear (Montano), heraldo (Florent Mbia).
Direção de Bertrand de Billy com a Orchestre de l’Opéra national de Paris e o Chœur de l’Opéra national de Paris
O ESPETÁCULO (Covent Garden, 2017)
Covent Garden apresenta por estes dias um dos seus espetáculos mais aguardados da temporada: uma nova produção do Otello de Verdi (encenação de Keith Warner) com a superstar Jonas Kauffman, que assume esse papel pela primeira vez. As sessões tem estado esgotadíssimas, mesmo nos cinemas que transmitiram o espetáculo em direto no passado dia 28 de junho; ainda assim consegui um bilhete para uma das récitas. Toda a gente queria ver Kauffman, que brilhou e foi recebido com bravi, mas outros intérpretes estiveram muito bem. Maria Agresta foi uma grande e frágil Desdemona e Marco Vatrogna foi venenoso q.b. ao interpretar Iago, uma das personagens mais odiadas da história da ópera. A orquestra da ROH foi dirigida por Antonio Pappano. Londres 07.2017 Covent Garden 4,5/5
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OTELLO (2004)
L'Avant-scène nº 218, jan-fev 2004
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