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Fortunio (André Messager, 1907)

Fortunio (André Messager, 1907)
Fortunio foi um dos melhores espetáculos líricos que vi este ano. Fortunio é uma "comédie lyrique", uma comédia de enganos, de paixões, de infidelidade, de sedução, mas é tudo dado com uma ligeireza muito própria da opereta. Como estamos longe das emoções extremadas da ópera verista da época! Não há lugar para o virtuosismo vocal mas para um canto mais próximo da fala, uma das marcas da modernidade da época. Gostaria tanto de rever esta produção, que na verdade é de 2009 e foi agora reposta no mesmo teatro onde foi criada. A mise en scène é de Denis Podalydès, e os cenários de Eric Ruf. A Orchestre des Champs-Elysées foi dirigida  por Louis Langrée. Com Cyrille Dubois (Fortunio), Anne-Catherine Gillet (Jacqueline), Jean-Sébastien Bou (Clavaroche) e Philippe-Nicolas Martin (Landry). Paris 12.2019 Opéra-Comique 4,5/5

LE COMTE ORY (1928)

E lamentável que Le Comte Ory não seja mais vezes representado. Não tem tantas árias inesquecíveis como o Barbeiro de Sevilha, mas o potencial cómico não fica longe da obra-prima buffa de Rossini. Um conde sedutor na linha de Don Giovanni faz tudo para conquistar uma condessa, inclusive passar-se por freira para entrar no forte onde várias mulheres se resguardam à espera dos maridos que estão nas Cruzadas (estamos no século XIII). A encenação de Denis Podalydès, da Comédie-Française, acerta em cheio no ritmo e na direção dos atores. Foi um dos melhores espetáculos de ópera que vi este ano. Paris 4,5/5
Direção musical: Louis Langrée & Orchestre des Champs-Elysées
Mise en scène: Denis Podalydès 
com 
Philippe Talbot (Le Comte Ory) 
Julie Fuchs (La Comtesse)
Gaêlle Arquez (Isolier) 
Opéra-Comique 12.2017