RENAUD

Renaud/1977 col. Master Serie (1980)

Renaud chante Brassens (1995)

The meilleur of Renaud… 1975-1985 (1995)

 L'Absolutely Meilleur de Renaud (2000)

Boucan d'enfer (2002) 

Renaud, Paradis perdu
Ensaio de Erwan L'Éléouet
Fayard 2015
Leitura 2021 Melun 3/5

Renaud tem uma popularidade imensa entre os franceses que eu ignorava por completo. O seu carisma, o seu talento como melodista e (sobretudo) como letrista, a sua história de vida são as razões da fidelidade do público a este cantor. Percebi logo que nunca seria um dos meus preferidos da música francesa. As letras (excelentes) ocupam todo o espaço, e a parte instrumental (folk, rock, blues e derivados) é tudo aquilo que eu não aprecio. Renaud é um autor-cantor de texto, de intervenção, que desde sempre lutou pelos ideais de esquerda. Tem uma admiração enorme por Mitterrand, almoçava amiúde com o presidente e foi convidado a inaugurar o Zenith, grande sala de espectáculos criada pelo governo socialista. Faltou pouco para ser considerado um cantor do regime... Renaud fez uma viagem à União Soviética nos anos 80 e sofreu a mesma desilusão que outros artistas nos anos 30, portanto com um atraso de 50 anos... Nos anos 90 Renaud passa por uma crise grave ligada ao alcoolismo mas consegue renascer uma e outra vez.