A OBRA (Rossini, 1817)
O ESPETÁCULO (Garnier, 2018)
A encenação deste espetáculo não é memorável, bem pelo contrário, mas o seu grande trunfo é permitir ver e ouvir Marianne Crebassa no papel de Angelina, a gata borralheira. Cada vez mais Crebassa se afirma como uma grandes cantoras da nova geração. Paris Palais Garnier 3/5
La Cenerentola, TCE 12/2018, Evelino Pidò (direção), Guillaume Gallienne (encnação), com Marianne Crebassa (Angelina ou Cenerentola), Alessandro Corbelli (Don Magnifico), Lawrence Brownlee (Don Ramiro), Florian Sempey (Dandini), Adam Plachetka (Alidoro), Chiara Skerath (Clorinda), Isabelle Druet (Tisbe)
La Cenerentola, TCE 12/2018, Evelino Pidò (direção), Guillaume Gallienne (encnação), com Marianne Crebassa (Angelina ou Cenerentola), Alessandro Corbelli (Don Magnifico), Lawrence Brownlee (Don Ramiro), Florian Sempey (Dandini), Adam Plachetka (Alidoro), Chiara Skerath (Clorinda), Isabelle Druet (Tisbe)
O ESPETÁCULO (TCE, 2018)
O lugar de La Cenerentola, de Rossini, a sua segunda ópera mais apresentada nos palcos mundiais, é mesmo o palco. É uma ópera que precisa de ser vista, mesmo numa versão de concerto como a que vi esta semana no Théâtre des Champs-Elysées. Os cantores--atores deram-se de tal modo ao jogo do teatro que esquecemos que falta um metteur en scène. Para quê? Até o maestro e os músicos contribuíram para o divertimento que ocorria no palco e mexia com o público. No final, toda a equipa foi ovacionada. Já tinha visto Karine Deshayes no papel da Cenerentola, e agora ela confirma mais uma vez que é uma das grandes Angelinas de hoje. Foi uma grande noite de teatro musical. Paris 06.2018 4,5/5
Produção doThéâtre des Champs-Elysées,
Enrique Mazzola (direção)
Orchestre National d’Ile-de-France
Ensemble Aedes
(direção de Mathieu Romano)
Elenco: Karine Deshayes (Angelina ou la Cenerentola), Peter Kálmán (Don Magnifico), Cyrille Dubois (Don Ramiro), Vito Priante (Dandini), Luigi de Donato (Alidoro), Hasmik Torosyan (Clorinda), Alix Le Saux (Tisbe)
O ESPETÁCULO (2016)
Ontem fui à Ópera de Roma ver La Cenerentola... sem sair de Paris! Por isso é que eu gosto tanto das transmissões de óperas e balés em direto para as salas de cinema. Enquanto não começava a ópera propriamente dita, podemos ver o tout-Rome a chegar e a instalar-se no teatro (os camarotes parecem bem austeros e despidos, comparados com os do Palais Garnier). Quanto ao espetáculo, só posso dizer mal da cenografia, encenação e direção de atores. La Cenerentola é uma peça cômica do princípio ao fim mas os responsáveis da encenação, etc., acharam por bem sublinhar a traço grosso, com imensas caretas e trejeitos, essa comicidade. O palco encheu-se de bonecos-robô saídos do filme de Woody Allen (Sleeper, 1973). Suponho que representavam os servos da altura (como a própria Cinderela, uma falsa serva, como a escrava Isaura). Visto num ecrã de cinema, com planos aproximados, tudo era um tanto grotesco. Adiante. Mas a música de Rossini supera tudo, mesmo quando os cantores são apenas competentes. É pelo menos a terceira vez que vejo La Cenerentola, mas não me canso de ouvir a abertura (uma das melhores de sempre) e as melhores cenas sobretudo as cenas de conjunto. Paris 01.2016: 4/5


