Ni Empereur ni roi - chef d orchestre

De uma das minhas coleções preferidas, um livrinho de um tema que sempre me interessou: os maestros das orquestras de música clássica. Ni empereur ni roi - chef d orchestre, de Georges Liébert, propõe uma história desta figura que teve o seu apogeu há poucos anos, com Karajan. Ninguém como ele popularizou a música clássica. A figura do maestro tal como a conhecemos hoje nasceu no século XIX. Assim como as orquestras sinfónicas. Mas pelo menos desde a Idade Média que os grupos musicais vinham escolhendo um líder entre os músicos que os compunham. Essa necessidade foi crescendo com o tempo. Na época de Bach, o chefe de orquestra era antes de mais um músico excepcional e um compositor. No século XIX muitos dos maestros eram compositores (Berlioz, Wagner, Mahler) e com o tempo as duas funções deixaram de ser exercidas pela mesma pessoa. No século XX, o maestro eclipsou muitas vezes o compositor. Os compositores de génio estavam quase todos mortos, mas não os maestros de génio. Afinal sem intérpretes a música não existiria. Foram tempos de Divas e Maestros. Os maestros criaram e construíram orquestras grandiosas, verdadeiros embaixadores da cultura nacional. Essa realidade continua intocável. A indústria do disco afunda-se, mas a indústria dos espetáculos está mais pujante do que nunca. Os maestros foram um dos principais obreiros dessa realidade. Leitura e iconografia excelentes. Paris 06.2014:  4/5