Reynaldo Hahn (Jacques Depaulis, 2007)

Obra de Jacques Depaulis
Séguier 2007
BIBLIOTECA

Um compositor que muito aprecio pelo menos desde o recital que Susan Graham dedicou às suas mélodies em 1998... Este é o único bom livro acessível de Hahn. Há uma biografia francesa antiga e pouco recomendável e há sobretudo uma biografia em espanhol, não traduzida, que continua uma referência. Felizmente a discografia de Hahn não para de aumentar. Hahn foi o mais parisiense dos compositores mas nasceu em Caracas, o pai era alemão e a mãe do país basco espanhol. Dominava várias línguas, incluindo o inglês, desde a mais tenra idade. Tinha uma cultura, literária e musical, imensa, e as suas composições eram refinadas, e foram em muitos casos criadas nos melhores salões artísticos de Paris. O melhor da obra de Hahn são as numerosas mélodies que compôs a partir de poetas seus contemporâneos. Hahn foi amante e um dos maiores amigos de Proust e os dois representam como poucos outros a Belle Époque. Trabalhou com Pierre Loti (romancista da moda na época), Sacha Guitry, Diaghilev, Cocteau, Sarah Bernard e foi discípulo de Massenet, a maior influência de Hahn. Compôs peças de câmara, músicas para o palco (teatro e ballet) mas foram as mélodies e a opereta Ciboulette que ainda hoje o mantêm no repertório. Em vida era considerado um bom compositor mas demasiado clássico, impermeável à modernidade que vinga a em todo o lado. Teve uma interessante carreira como maestro de obras líricas e grandes instrumentistas como Riesler e Magda Tagliaferro eram seus amigos e criadores das suas obras. É lamentável que a discografia existente deixe de fora a maior parte da obra de Hahn. E nos concertos quase não se ouvem as suas composições. V. Conde 2020 (4/5)


Le Dieu bleu (R. Hahn, 2012)
Dylan Corlay, Les Frivolités Parisiennes
CD B-Records 2025
1° gravação, Soissons 2024
Diapason d'or de l'année 2025

Criação : Les Ballets Russes, 2012